Dentre a multiplicidade de itens inseridos na Medida Provisória 656/2014, aprovada na quarta, 17/12, pelo Congresso Nacional, foi aprovada uma alteração na legislação para permitir a dispensa de licitação quando da captação ou interceptação de comunicações.
Assim, a Lei 12.850/13, que trata da investigação criminal, ganha dois novos parágrafos no artigo terceiro, que lista os meios de obtenção de prova. Com isso, pode haver dispensa de licitações para contratar serviços ou alugar ou comprar equipamentos de: captação ambiental de sinais eletromagnéticos, ópticos ou acústicos; e interceptação de comunicações telefônicas e telemáticas, nos termos da legislação específica.
A lei prevê a dispensa quando houver “necessidade justificada de manter sigilo sobre a capacidade investigatória”. Sigilo inclusive de que houve a dispensa. É que a alteração legal também evita a publicação “do instrumento de contrato ou de seus aditamentos” nos diários oficiais – da União ou dos estados, visto que trata da polícia judiciária.
Eis a mudança como aprovada:
“O art. 3º da Lei nº 12.850, de 2 de agosto de 2013, passa a vigorar acrescido dos seguintes §§ 1º e 2º:
Art. 3º (...
§ 1º Havendo necessidade justificada de manter sigilo sobre a capacidade investigatória, poderá ser dispensada licitação para contratação de serviços técnicos especializados, aquisição ou locação de equipamentos destinados à polícia judiciária para o rastreamento e obtenção de provas previstas nos incisos II e V.
§ 2º No caso do § 1º, fica dispensada a publicação de que trata o parágrafo único do art. 61 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, devendo ser comunicado o órgão de controle interno da realização da contratação”.
Ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Afif Domingos, pediu tramitação rápida ao projeto e disse que o primeiro interessado é o sistema financeiro. Mas emendas ao PL 1775/15 proíbem essa ideia.
Para o professor da USP, Gustavo Artese, é necessário ter um órgão, sim, que fiscalize a privacidade das informações. O Ministério da Justiça chegou a discutir essa possibilidade, mas a criação desse órgão ficou fora do anteprojeto que foi à consulta pública.
Presidenta Dilma Rousseff lançou o Dialoga Brasil, agora com foco em melhorar 80 programas governamentais, como Bolsa Família e Mais Médicos.
Decreto presidencial sustenta “desequilíbrio da equação tecnológico-comercial que justificou a parceria” para rescindir o tratado. O acordo, firmado há 12 anos, previa – depois de dois adiamentos – o lançamento do foguete Cyclone 4 no fim deste ano de 2015.
Em entrevista à, CDTV, o presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção, diz que em algum momento esse debate terá de ser enfrentado pelo Brasil.