<rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"><channel><title>semmuros</title><description>semmuros</description><link>https://www.semmuros.com/blog</link><item><title>Pavilhão Brasileiro na Bienal de Veneza</title><description><![CDATA[Este projeto é parte de um processo de resistência e luta dos moradores do Jardim Damasceno na ocupação desta borda da cidade de São Paulo desde 1960.Aqui a arquitetura tem sua força na apropriação e legitimação do território, junto aos moradores. Um espaço aberto e livre, em um bairro adensado e vulnerável, é potencialmente o lugar de conexão, aproximando escolas, moradores, organizações sociais e comerciantes, promovendo condições para o desenvolvimento integral da comunidade. ARQUITETURA<img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_79270f9804174c3699de836afdb744af%7Emv2_d_1860_1274_s_2.jpg/v1/fill/w_606%2Ch_415/1c0ae5_79270f9804174c3699de836afdb744af%7Emv2_d_1860_1274_s_2.jpg"/>]]></description><link>https://www.semmuros.com/single-post/2018/03/08/Pavilh%C3%A3o-Brasileiro-na-Bienal-de-Veneza</link><guid>https://www.semmuros.com/single-post/2018/03/08/Pavilh%C3%A3o-Brasileiro-na-Bienal-de-Veneza</guid><pubDate>Thu, 08 Mar 2018 15:03:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_79270f9804174c3699de836afdb744af~mv2_d_1860_1274_s_2.jpg"/><div>Este projeto é parte de um processo de resistência e luta dos moradores do Jardim Damasceno na ocupação desta borda da cidade de São Paulo desde 1960.</div><div>Aqui a arquitetura tem sua força na apropriação e legitimação do território, junto aos moradores. Um espaço aberto e livre, em um bairro adensado e vulnerável, é potencialmente o lugar de conexão, aproximando escolas, moradores, organizações sociais e comerciantes, promovendo condições para o desenvolvimento integral da comunidade. </div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_386eda454ea243249315bab2d3c1406b~mv2_d_1860_1311_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_3785a9b1841545d3b2a84326001b911c~mv2_d_1860_1311_s_2.jpg"/><div> ARQUITETURA PROCESSUAL</div><div>A beleza da arquitetura neste contexto está no processo. Valoriza-se neste projeto o espaço entre o desejo e o uso, o construir e habitar. No desenho, os momentos de convergência de ideias e criação, conexão entre saberes, participação popular em comunhão com arquitetos(as).</div><div>Na construção, um sistema estrutural e uso de materiais e técnicas que vêm de encontro ao processo construtivo coletivo. É o programa chamado “Escola Sem Muros”: reconhecer a prática construtiva em comunidades como um processo de educação integral. Por meio de um exitoso financiamento coletivo online realizado em 2017, estão sendo realizados cursos de formação com estudantes e a comunidade para construção deste espaço.</div><div>Um saber que ultrapassa os muros da universidade, os muros físicos e simbólicos da sociedade, deixando um legado para a transformação da comunidade local.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_2a3ef2c34b06419babb446aece687bb7~mv2.jpg"/><div>No uso, um organismo em pleno funcionamento interagindo com as pessoas, recebendo água da chuva, processando resíduos, alimentando a horta e produzindo água com saneamento biológico.</div><div>A mínima intervenção, uma estrutura existente vestida por outra em bambu, plantado e tratado por um agricultor familiar da região metropolitana de São Paulo, Parelheiros.</div><div>A nova pele será com paredes de terra permitindo a conexão do ar, de dentro para fora.</div><div>Neste processo, formação de valores, pessoas que semearão seus mundos, atravessando os muros de ar.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Recompensa_Banquete!</title><description><![CDATA[Hoje foi dia de realizar uma das recompensas do financiamento coletivo realizado para compra dos materiais da obra do Espaço Cultural Jd Damasceno, primeira edição do Escola Sem Muros.Foi um maravilhoso banquete realizado pela Célia, do Doces Talentos, juntamente com uma oficina de cozinha de reaproveitamento na Ocupação 9 de Julho, O cardápio: estrogonofe de casca de banana! Acredite!Foi lindo! Participantes do centro, da periferia, de diversos lugares e contextos. pessoas de diferentes<img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_f16cc50de47f47fbb56b0df6b487d86c%7Emv2.jpg/v1/fill/w_606%2Ch_455/1c0ae5_f16cc50de47f47fbb56b0df6b487d86c%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.semmuros.com/single-post/2018/02/24/RecompensaBanquete</link><guid>https://www.semmuros.com/single-post/2018/02/24/RecompensaBanquete</guid><pubDate>Sat, 24 Feb 2018 15:09:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Hoje foi dia de realizar uma das recompensas do financiamento coletivo realizado para compra dos materiais da obra do Espaço Cultural Jd Damasceno, primeira edição do Escola Sem Muros.</div><div>Foi um maravilhoso banquete realizado pela Célia, do Doces Talentos, juntamente com uma oficina de cozinha de reaproveitamento na Ocupação 9 de Julho,</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_f16cc50de47f47fbb56b0df6b487d86c~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_b9106c24bc874e1bbe5bc2ae705ad7d5~mv2_d_2448_3264_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_62c63aebd8654f83a486223cc3150ee6~mv2_d_2448_3264_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_ab7d848edcd247eb8992d023769a6179~mv2_d_2448_3264_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_aa7c6abe0a1f4fda9afe8c8ad765c98b~mv2_d_3264_2448_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_90b879bcf59b41feb8fec5cf4bdeec2a~mv2_d_3264_2448_s_4_2.jpg"/><div> O cardápio: estrogonofe de casca de banana! Acredite!</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_a48700b9906248a69708af9c2c381322~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_e25dd3abee3345bb8001322f320c5669~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_d3125efa9bbc435abe549fbb1a39b5ca~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_5b39c8bdfcc446e7b0fef57f23b4f695~mv2.jpg"/><div>Foi lindo! Participantes do centro, da periferia, de diversos lugares e contextos. pessoas de diferentes lugares, contanto o por que de estar ali, naquele momento, contanto um pouco da sua caminhada e buscas.</div><div>Tudo isso em um lugar de luta e resistência!</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Escola Sem Muros na Bienal de Veneza!</title><description><![CDATA["(...) a esta hora na terra é um tanto carnaval, um tanto conspiração, um tanto medo. Metade fé, metade folia, metade desespero. E, provavelmente, a esta hora, uma metade do mundo está vencendo e a outra metade dormindo, há ainda outra metade limpando as armas, outra limpando o pó das flores. Mas, por causa do que me ensinou o místico, eu acredito que exista, agora, alguém profundamente acordado. Alguém que esteja vivendo entre o intervalo tênue entre o sonho e a agilidade. Suponho que ele saiba<img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_1974eb38f3014ae7b02361ed09782ab4%7Emv2.png/v1/fill/w_606%2Ch_373/1c0ae5_1974eb38f3014ae7b02361ed09782ab4%7Emv2.png"/>]]></description><link>https://www.semmuros.com/single-post/2018/02/01/Escola-Sem-Muros-na-Bienal-de-Veneza</link><guid>https://www.semmuros.com/single-post/2018/02/01/Escola-Sem-Muros-na-Bienal-de-Veneza</guid><pubDate>Thu, 01 Feb 2018 18:29:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>&quot;(...) a esta hora na terra é um tanto carnaval, um tanto conspiração, um tanto medo. Metade fé, metade folia, metade desespero. E, provavelmente, a esta hora, uma metade do mundo está vencendo e a outra metade dormindo, há ainda outra metade limpando as armas, outra limpando o pó das flores. Mas, por causa do que me ensinou o místico, eu acredito que exista, agora, alguém profundamente acordado. Alguém que esteja vivendo entre o intervalo tênue entre o sonho e a agilidade. Suponho que ele saiba perfeitamente que este começo de século será nosso batismo do voô para nossa persistência no amor&quot; </div><div>Escolhemos viver nesse intervalo tênue entre o sonho e a agilidade, persistindo no amor, no afeto e no cuidado com o eu, com o outro e com o mundo. </div><div>***O Escola Sem Muros no Jardim Damasceno foi um dos selecionados para participar do pavilhão brasileiro na Bienal de Arquitetura de Veneza!!***</div><div>Trata-se de uma arquitetura que resulta do processo, do afeto e aproximação. Feita coletivamente e que está sendo construída junto com os futuros usuários. </div><div>Seguimos caminhando e ganhando asas, de pouquinho em pouquinho pelo mundo.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_1974eb38f3014ae7b02361ed09782ab4~mv2.png"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Último dia de imersão</title><description><![CDATA[Ultimo dia de imersão, depois de dez dias juntos(as), construindo, aprendendo, cozinhando, chega o último de de imersão. Tudo isso continua, mas de um jeito diferente...Pra finalizar esse ciclo maravilhoso tivemos uma roda de Jongo com o pessoal do Quilombaque:<img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_c3e5326be42647db87e7fa0d3563dc7f%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/28/%C3%9Altimo-dia-de-imers%C3%A3o</link><guid>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/28/%C3%9Altimo-dia-de-imers%C3%A3o</guid><pubDate>Sun, 28 Jan 2018 18:11:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Ultimo dia de imersão, depois de dez dias juntos(as), construindo, aprendendo, cozinhando, chega o último de de imersão. Tudo isso continua, mas de um jeito diferente...</div><div>Pra finalizar esse ciclo maravilhoso tivemos uma roda de Jongo com o pessoal do Quilombaque:</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_c3e5326be42647db87e7fa0d3563dc7f~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_47915c49b3704f568f4bdadf34799544~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_55c9c4f66d384279a24cba2767a87753~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_7d1efb95fb5545fa954a54754195dd24~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Dia 9! imersão quase acabando</title><description><![CDATA[Continuamos firmes e fortes no bambu, finalizando tudo o que começamos para que não fique nada pela metade quando a imersão acabar.Depois do almoço tivemos uma conversa super enriquecedora com a Solange Amorim sobre Territórios educadores e autogestão. Mais tarde fizemos uma fogueira para fazer uma partilha do que foi e o Fernando Ferreira trouxe boas reflexões.Depois da fogueira todos foram para um bar muito aconchegante comemorar o que foram esses dias juntos, de muitas vivências, encontros,<img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_1e684a6f36f640ee9fedf046031e9e91%7Emv2.jpeg/v1/fill/w_606%2Ch_1077/1c0ae5_1e684a6f36f640ee9fedf046031e9e91%7Emv2.jpeg"/>]]></description><link>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/27/Dia-9-imers%C3%A3o-quase-acabando</link><guid>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/27/Dia-9-imers%C3%A3o-quase-acabando</guid><pubDate>Sat, 27 Jan 2018 17:42:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Continuamos firmes e fortes no bambu, finalizando tudo o que começamos para que não fique nada pela metade quando a imersão acabar.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_1e684a6f36f640ee9fedf046031e9e91~mv2.jpeg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_5de5d7533d9c4e05a4e47f7cd9f5af7a~mv2.jpg"/><div>Depois do almoço tivemos uma conversa super enriquecedora com a Solange Amorim sobre Territórios educadores e autogestão.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_7894e092848b405f90cc8faca1f25a32~mv2.jpeg"/><div> Mais tarde fizemos uma fogueira para fazer uma partilha do que foi e o Fernando Ferreira trouxe boas reflexões.</div><div>Depois da fogueira todos foram para um bar muito aconchegante comemorar o que foram esses dias juntos, de muitas vivências, encontros, mão na massa e aprendizados.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_ba5a2ecccca64f388a429b4bdccb8e3c~mv2.jpeg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_95b7edf811f243af9a848fdf1f7c34ba~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Oitavo dia de imersão!</title><description><![CDATA[Hoje o dia começou no Quilombaque, em Perus. "A Comunidade Cultural Quilombaque é uma organização sem fins lucrativos que surgiu em 2005, a partir da iniciativa de um grupo de jovens, moradores de Perus, bairro periférico situado na zona noroeste de São Paulo e que concentra os piores índices socioeconômicos e culturais, onde as maiores vítimas são os jovens."Fizemos uma atividade de capoeira com o Pedro Aquino Burgos, que foi ensinando os movimentos da capoeira de uma forma lúdica e<img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_5f5323dbfc8a409b84567e7b6bed80ef%7Emv2.jpg/v1/fill/w_606%2Ch_814/1c0ae5_5f5323dbfc8a409b84567e7b6bed80ef%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/26/Oitavo-dia-de-imers%C3%A3o</link><guid>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/26/Oitavo-dia-de-imers%C3%A3o</guid><pubDate>Fri, 26 Jan 2018 16:49:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Hoje o dia começou no Quilombaque, em Perus. </div><div>&quot;A Comunidade Cultural Quilombaque é uma organização sem fins lucrativos que surgiu em 2005, a partir da iniciativa de um grupo de jovens, moradores de Perus, bairro periférico situado na zona noroeste de São Paulo e que concentra os piores índices socioeconômicos e culturais, onde as maiores vítimas são os jovens.&quot;</div><div>Fizemos uma atividade de capoeira com o Pedro Aquino Burgos, que foi ensinando os movimentos da capoeira de uma forma lúdica e contextuando historicamente.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_5f5323dbfc8a409b84567e7b6bed80ef~mv2.jpg"/><div>Após a atividade da capoeira tivemos uma conversa com o Soró. Ele contou do histórico das lutas dos queixadas, operários da primeira fábrica de cimento do Brasil. Uma roda de conversa maravilhosa!</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_208b4c495c3242d89e3bfb416cfd8c03~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_b6b4989c62a64ebb94f0d915671fac8d~mv2.jpeg"/><div>Depois voltamos pro Jd. Damasceno e continuamos o dia com a mão no bambu, continuando tesouras e terminando a porta da horta, que ficou linda!</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Dia 7 - o dia da tesoura!</title><description><![CDATA[Hoje o dia começou com a mão na massa!Continuamos nas três frentes de construção e o objetivo era terminar uma tesoura (parte estrutura do telhado) para visualizar ela por inteiro.Logo depois do almoço tivemos uma roda de conversas com o tema "tecendo comum-unidades" com a Ranyely Araujo, o Fabio Miranda da Favela da Paz e a Paula Lobato da Cozinha Comum, de Belo Horizonte. Cada um contou um pouquinho das iniciativas que fazem parte, dos desafios encontrados no caminho e das surpresas<img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_32965a99bdb646708a0703352cda67ca%7Emv2_d_2048_1356_s_2.jpg"/>]]></description><link>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/25/Dia-7---o-dia-da-tesoura</link><guid>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/25/Dia-7---o-dia-da-tesoura</guid><pubDate>Thu, 25 Jan 2018 16:10:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Hoje o dia começou com a mão na massa!</div><div>Continuamos nas três frentes de construção e o objetivo era terminar uma tesoura (parte estrutura do telhado) para visualizar ela por inteiro.</div><div>Logo depois do almoço tivemos uma roda de conversas com o tema &quot;tecendo comum-unidades&quot; com a Ranyely Araujo, o Fabio Miranda da Favela da Paz e a Paula Lobato da Cozinha Comum, de Belo Horizonte. Cada um contou um pouquinho das iniciativas que fazem parte, dos desafios encontrados no caminho e das surpresas também.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_1446822d4a294e9980e869e745f1afd7~mv2.jpg"/><div>Nesse meio tempo a galera que tava empolgada na tesoura conseguiu terminar e levaram para a frente do espaço cultural e ergueram como ato simbólico mostrando que independente dos contratempos a construção vai acontecer.</div><div>Foi muito emocionante ver a tesoura montada!</div><div>Fotos: (c) Tati Zaratin</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_32965a99bdb646708a0703352cda67ca~mv2_d_2048_1356_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_12c798e80aaf4b699dcfcdbd23271f44~mv2_d_2048_1356_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_e760737a547c4e28a1f5626ff1e63632~mv2_d_2048_1356_s_2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>dia 6! Mão na massa</title><description><![CDATA[Hoje o dia foi de mão na massa!Junto com o pessoas da Horta di Gueto e das batatas jardineiras, passamos o dia mexendo na horta. Fizemos canteiros, podamos algumas arvores e plantamos muitas mudas.Continuamos com a frente da escada que liga o campo de futebol ao espaço cultural e continuamos mexendo na estrutura de bambu!<img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_92a8ede8eb4144889cde6cb05c27f092%7Emv2_d_2448_3264_s_4_2.jpg"/>]]></description><link>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/24/dia-6-M%C3%A3o-na-massa</link><guid>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/24/dia-6-M%C3%A3o-na-massa</guid><pubDate>Wed, 24 Jan 2018 13:46:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Hoje o dia foi de mão na massa!</div><div>Junto com o pessoas da Horta di Gueto e das batatas jardineiras, passamos o dia mexendo na horta. Fizemos canteiros, podamos algumas arvores e plantamos muitas mudas.</div><div>Continuamos com a frente da escada que liga o campo de futebol ao espaço cultural e continuamos mexendo na estrutura de bambu!</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_92a8ede8eb4144889cde6cb05c27f092~mv2_d_2448_3264_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_85d632e0085044389264c568a817b01e~mv2_d_2448_3264_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_0bc92e0fc6d64731abd3ac5159efe045~mv2_d_2048_1529_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_bf416e997f234fc5b38da75ef4b98d30~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_5e2925345fbc494da54fad36edb4d025~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_7fa5562065534c93bd26337ec6e2162a~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Quinto dia! metade da imersão!</title><description><![CDATA[Hoje foi um dia intenso, muitos encontros, muitas conversas e vivências.Começamos o dia com uma dança circular puxada pelo Felipe Chammas e depois partimos para a mão na massa com bambu. Tinhamos algumas frentes, continuar as tesouras (estrutura escolhida para o espaço cultural), fazer a estrutura da escada que ligará o campo ao espaço cultural e mexer na horta.Após o almoço tivemos uma conversa maravilhosa com A Nádia Recioli do coletivo permasampa e o Jaison Lara da Ecoativa, falando um pouco<img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_d63351be8bdd4f148e0a9db4a6965f79%7Emv2_d_2048_1529_s_2.jpg/v1/fill/w_606%2Ch_452/1c0ae5_d63351be8bdd4f148e0a9db4a6965f79%7Emv2_d_2048_1529_s_2.jpg"/>]]></description><link>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/23/Quinto-dia-metade-da-imers%C3%A3o</link><guid>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/23/Quinto-dia-metade-da-imers%C3%A3o</guid><pubDate>Tue, 23 Jan 2018 12:24:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Hoje foi um dia intenso, muitos encontros, muitas conversas e vivências.</div><div>Começamos o dia com uma dança circular puxada pelo Felipe Chammas e depois partimos para a mão na massa com bambu. Tinhamos algumas frentes, continuar as tesouras (estrutura escolhida para o espaço cultural), fazer a estrutura da escada que ligará o campo ao espaço cultural e mexer na horta.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_d63351be8bdd4f148e0a9db4a6965f79~mv2_d_2048_1529_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_16eca976dca441e9ab3244e8cfa98c18~mv2_d_2048_1351_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_e6d8d204d3de498eab3431edb12eb6fc~mv2.jpg"/><div>Após o almoço tivemos uma conversa maravilhosa com A Nádia Recioli do coletivo permasampa e o Jaison Lara da Ecoativa, falando um pouco sobre a permacultura urbana e o direito a cidade. Trazendo provocações e contando vivências durante a caminhada deles.</div><div>Depois de um lanche delicia tivemos a presença do pessoal da Fast Food da Politica,</div><div>Eles trazem discussões sobre politica, entendimento de como este tema importantíssimo se dá através de jogos! é aprender jogando! incrivel!</div><div>Depois deste dia cheio de coisas chegou a hora do jantar e depois a tão esperada cervejinha no bar da dona Lu!</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Dia 4 da imersão</title><description><![CDATA[Hoje foi dia de aprender a perceber as potencialidades do local, perceber os recursos existentes articulados com a necessidade do local.Quem nos ajudou nesta leitura foi a Fernanda Ravanholi, e juntos fizemos um grande mapa registrando estes olhares e novas ideias.<img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_c1002761e0d947f2a3681ebd7eded540%7Emv2.jpg/v1/fill/w_606%2Ch_758/1c0ae5_c1002761e0d947f2a3681ebd7eded540%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/22/Dia-4-da-imers%C3%A3o</link><guid>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/22/Dia-4-da-imers%C3%A3o</guid><pubDate>Mon, 22 Jan 2018 12:10:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Hoje foi dia de aprender a perceber as potencialidades do local, perceber os recursos existentes articulados com a necessidade do local.</div><div>Quem nos ajudou nesta leitura foi a Fernanda Ravanholi, e juntos fizemos um grande mapa registrando estes olhares e novas ideias.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_c1002761e0d947f2a3681ebd7eded540~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_4e3b4af55dfa4dd19b0fb3a5c3297a01~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Terceiro dia!</title><description><![CDATA[Hoje começamos com uma prática de auto massagem, de entender nosso corpo e aprender a cuidar dele Depois disso começou a explicação do projeto para começar a tão esperada mão na massa! Aproveitando o dia que passamos construindo com bambu organizamos uma roda de conversa com as pessoas que mais entendem deste material multifacetado: Roberto payacan, Pedro Aquino Burgos e Jair Vieira. E após esta roda de conversa e após o jantar maravilhoso convidamos as meninas do Visionários da Quebrada para<img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_d7ebca473b7746699efbcd04b91f76a3%7Emv2.jpg/v1/fill/w_606%2Ch_606/1c0ae5_d7ebca473b7746699efbcd04b91f76a3%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/21/Terceiro-dia</link><guid>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/21/Terceiro-dia</guid><pubDate>Sun, 21 Jan 2018 10:01:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Hoje começamos com uma prática de auto massagem, de entender nosso corpo e aprender a cuidar dele</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_d7ebca473b7746699efbcd04b91f76a3~mv2.jpg"/><div> Depois disso começou a explicação do projeto para começar a tão esperada mão na massa!</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_b12cbefe8021442493dc3ab94d397392~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_bf0207cf6e0d45069c884c4aac83208d~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_d555b73ccf7a4b3ea0c2de360cc90772~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_74c288fa31cb496aa136661cc4ffd91b~mv2.jpg"/><div> Aproveitando o dia que passamos construindo com bambu organizamos uma roda de conversa com as pessoas que mais entendem deste material multifacetado: Roberto payacan, Pedro Aquino Burgos e Jair Vieira.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_aab7861f5f6d4c119df325525cb832a3~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_fb05e575617143999f117ee48930d236~mv2.jpg"/><div> E após esta roda de conversa e após o jantar maravilhoso convidamos as meninas do Visionários da Quebrada para contar sobre este projeto lindo e importantissimo e para batermos um papo.</div><div>&quot;O documentário Visionários da Quebrada, busca revelar a produção de conhecimento de mentes criativas das periferias de SP, pessoas que estão contribuindo para as transformações de suas comunidades e na criação de novas narrativas, um olhar de dentro sobre as periferias de SP.&quot;</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Segundo dia de imersão</title><description><![CDATA[Hoje começamos o dia com uma dinâmica corporal, pra acordar o corpo e alinhar a respiração.A Noemia, mulher guerreira e de grandissima importância pro espaço , contou um pouco sobre a história desse lugar e, junto com outros moradores, relembrou de coisas que os marcaram e que foram acontecendo ao longo dos anos.Contamos um pouco sobre o Escola sem muros e o que este programa propõe em conjunto com o espaço cultural, com o jardim damasceno e com as pessoas que ali moram.Após essa conversa e após<img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_cc281d68a4fc424dab708fb7413636ce%7Emv2.jpg/v1/fill/w_606%2Ch_402/1c0ae5_cc281d68a4fc424dab708fb7413636ce%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/20/Segundo-dia-de-imers%C3%A3o</link><guid>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/20/Segundo-dia-de-imers%C3%A3o</guid><pubDate>Sat, 20 Jan 2018 09:47:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Hoje começamos o dia com uma dinâmica corporal, pra acordar o corpo e alinhar a respiração.</div><div>A Noemia, mulher guerreira e de grandissima importância pro espaço , contou um pouco sobre a história desse lugar e, junto com outros moradores, relembrou de coisas que os marcaram e que foram acontecendo ao longo dos anos.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_cc281d68a4fc424dab708fb7413636ce~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_ce337e65fae6451492214d5cc590c71d~mv2.jpg"/><div>Contamos um pouco sobre o Escola sem muros e o que este programa propõe em conjunto com o espaço cultural, com o jardim damasceno e com as pessoas que ali moram.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_3b4d230814fe4a58944409aefcafd4b1~mv2.jpg"/><div>Após essa conversa e após o banquete maravilhoso preparado por muitas mãos e corações tivemos uma conversa sobre Educação Libertária, com Sócrates magno Torres e Carol Sumie, uma das criadores da escola politéia. Falamos sobre a diferença da educação popular e a educação social, sobre o que a escola impões hoje aos seus alunos, entre outros assuntos importantissimos</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_f9f5799dbc6a40a390b892fe0b37464b~mv2.jpg"/><div> Após esta conversa tivemos uma oficina de canecas de bambu com o Roberto Payacan</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_329109db2d884dfe9319cf574b368fab~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_25450ca887a54d5498d7ebf55444f4fb~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Começou a imersão!</title><description><![CDATA[Começou a imersão no Jardim Damasceno.Começou uma vivência muito desejada, na qual nos dedicamos muito para que ela seja simplesmente do jeito que tem que ser.Primeiro dia:Dia de chegada, de conhecer o espaço, de conhecer pessoas.Tivemos uma atividade de música circular onde o corpo falava mais do que nossa boca. Reverberando sons e vontades que vão se materializar ao longo desses 10 dias.Entregamos os cadernos que fizemos, onde conta um pouco do que é o escola sem muros e o espaço cultural<img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_17e05d72921d4c508bddc87c7c023ed9%7Emv2.jpg/v1/fill/w_606%2Ch_808/1c0ae5_17e05d72921d4c508bddc87c7c023ed9%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/19/Come%C3%A7ou-a-imers%C3%A3o</link><guid>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/19/Come%C3%A7ou-a-imers%C3%A3o</guid><pubDate>Fri, 19 Jan 2018 09:32:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_17e05d72921d4c508bddc87c7c023ed9~mv2.jpg"/><div>Começou a imersão no Jardim Damasceno.</div><div>Começou uma vivência muito desejada, na qual nos dedicamos muito para que ela seja simplesmente do jeito que tem que ser.</div><div>Primeiro dia:</div><div>Dia de chegada, de conhecer o espaço, de conhecer pessoas.</div><div>Tivemos uma atividade de música circular onde o corpo falava mais do que nossa boca. Reverberando sons e vontades que vão se materializar ao longo desses 10 dias.</div><div>Entregamos os cadernos que fizemos, onde conta um pouco do que é o escola sem muros e o espaço cultural jardim damasceno junto com a programação da imersão.</div><div>Nos dividimos em alguns grupo de trabalho onde cada um(a) vai cuidar de uma parte, como op brincar, cozinhar, compartilhar, anfitrionar, entre outros.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_a6971a64797c40b2841caf864b99411a~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_2922761ea1e547a0bc2aeaca63f3d367~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Espaço Cultural resiste!</title><description><![CDATA[O galpão onde hoje funciona o Espaço Cultural Jardim Damasceno foi construído em 1980 a partir de uma mobilização dos moradores da região para cobrar os governos municipal e estadual da época melhorias básicas para o bairro, como saneamento, iluminação e asfalto.A EMURB (Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo), construiu o escritório para atender e orientar os moradores do bairro. Em 1990, o galpão serviu como abrigo provisório para as famílias vítimas de um deslizamento no entorno, e<img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_bb5cd5db883f464b81507c333ae66762%7Emv2.jpg/v1/fill/w_606%2Ch_164/1c0ae5_bb5cd5db883f464b81507c333ae66762%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/12/Espa%C3%A7o-Cultural-resiste</link><guid>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/12/Espa%C3%A7o-Cultural-resiste</guid><pubDate>Fri, 12 Jan 2018 11:31:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_bb5cd5db883f464b81507c333ae66762~mv2.jpg"/><div>O galpão onde hoje funciona o Espaço Cultural Jardim Damasceno foi construído em 1980 a partir de uma mobilização dos moradores da região para cobrar os governos municipal e estadual da época melhorias básicas para o bairro, como saneamento, iluminação e asfalto.</div><div>A EMURB (Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo), construiu o escritório para atender e orientar os moradores do bairro. Em 1990, o galpão serviu como abrigo provisório para as famílias vítimas de um deslizamento no entorno, e após a desocupação das famílias, passou a ser o espaço central da Associação de Moradores do bairro e abrigou diversas atividades culturais e socioambientais que antes eram desenvolvidas nas ruas e em casas alugadas (sarau, horta, oficinas de reciclagem, costura...).</div><div>Abrigou atividades do Arte na Rua, primeiro CCA do bairro - Centro da Criança e do Adolescente, além de acolher ações da propria prefeitura (a UBS e a coleta de lixo da comunidade) e de articulação politica (o Conselho Gestor do Parque Linear Canivete e CADES Brasilândia).</div><div>Hoje, o Espaço atende cerca de 60 crianças por dia em um território que carece de iniciativas como essa, e que não possui outros espaços vazios para acolher tais atividades - inclusive, o entorno ao Córrego do Canivete se manteve vazio muito pela existência do Espaço Cultural como espaço aberto, inclusivo, comum.</div><div>Há anos sem o reconhecimento oficial da Prefeitura (apesar de constantemente ser utilizado pela mesma), o Espaço Cultural Jd Damasceno resiste mesmo com uma infra-estrutura precária, que oferece riscos para seus usuários, mas que agora está sendo melhorada através de uma obra da comunidade em parceria com o programa Escola Sem Muros. A obra busca consolidar e dar segurança ao Espaço que resiste há mais de 25 anos, e reconhecer seu papel fundamental no território como espaço público e de articulação comunitária.</div><div>Foi feita uma campanha de financiamento coletivo que arrecadou 30 mil reais para a compra dos materiais da obra (https://benfeitoria.com/escolasemmuros), e dia 3 de janeiro foi iniciado um piso armado sem nenhuma escavação, que vai servir como estrutura para o esqueleto de bambu, para reforçar a estrutura das paredes e a cobertura que está em risco de cair. No entanto, dia 12 de janeiro de 2018, a Prefeitura chegou com polícia, caminhão e escavadeira, tentando recolher parte do material comprado com o dinheiro do financiamento coletivo. Ao invés de reconhecer, valorizar e incentivar o papel de articuladores locais (verdadeiros guardiões do patrimônio cultural), criando uma construção coletiva de fato, o “poder público” deslegitima esses movimentos (e por vezes chama isso de desobediência civil).</div><div>Vamos juntos defender a existência e melhoria do Espaço Cultural Jd Damasceno: um equipamento público que presta serviço fundamental para a comunidade, que tem um papel chave como ator de manejo e manutenção do Parque do Canivete, e atua como centro irradiador de conhecimento ecológico e cultural no bairro. Está mais do que na hora de reconhecer o papel das comunidades locais e de espaços de autonomia cidadã na construção e cuidado da cidade.</div><div>Legitimação e demarcação já do Espaço Cultural Jd Damasceno e de todos os Territórios Populares!</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Radier_colocação das ferragens</title><description><![CDATA[Hoje gostariamos de destacar os esforços feitos para não demolir a cozinha.Os recursos disponíveis para a reforma e ampliação do Espaço Cultural em janeiro serão suficientes apenas para a construção da estrutura e cobertura. Restará muita coisa a ser feita e isso já está sendo programado, no entanto, em fevereiro a comunidade precisa continuar as atividades para crianças, jovens e adultos no espaço.E assim, no meio da demolição, paramos todos para pensar em como manter a cozinha, afinal, uma<img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_1d8b7d0029a9456fb9042c21ef6ec936%7Emv2_d_2048_1365_s_2.jpg"/>]]></description><link>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/10/Radiercoloca%C3%A7%C3%A3o-das-ferragens</link><guid>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/10/Radiercoloca%C3%A7%C3%A3o-das-ferragens</guid><pubDate>Wed, 10 Jan 2018 12:55:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Hoje gostariamos de destacar os esforços feitos para não demolir a cozinha.</div><div>Os recursos disponíveis para a reforma e ampliação do Espaço Cultural em janeiro serão suficientes apenas para a construção da estrutura e cobertura. Restará muita coisa a ser feita e isso já está sendo programado, no entanto, em fevereiro a comunidade precisa continuar as atividades para crianças, jovens e adultos no espaço.</div><div>E assim, no meio da demolição, paramos todos para pensar em como manter a cozinha, afinal, uma grande laje (a fundação em Radier) iria por todo o piso existente. No dialogo chegamos na possibilidade de rasgar as paredes na parte de baixo deixando balcão e pia, todos intactos.</div><div>O coração está garantido, todos em roda para um café, mandioca descascada e muita risada!</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_1d8b7d0029a9456fb9042c21ef6ec936~mv2_d_2048_1365_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_6085768f3a924a2298b3746246feb994~mv2_d_1944_1296_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_7086c2bf184045389ddb7f3c38c7e708~mv2_d_2048_1365_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_ea6299c40e34470bb96acee2df5951a2~mv2_d_2048_1365_s_2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Começa a fundação</title><description><![CDATA[O Espaço Cultural Jardim Damasceno está em aterro próximo a um córrego. Imaginamos que o solo seria bem fraco e então, desconsideramos a possibilidade de fazer estacas e buscamos consultoria com o arquiteto Vitor Lotufo que sugeriu uma sapata corrida, "um “catamarã” flutuando no solo".No entanto, dia 03/01, foi feita uma sondagem e descobriu-se que depois do aterro tem brejo e na camada seguinte, um monte de resíduos que foram despejados no local em tempos anteriores. O “Catamarã” não seria<img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_acd4794fae704f71a527f4254b32f3fd%7Emv2_d_2048_1365_s_2.jpg/v1/fill/w_606%2Ch_404/1c0ae5_acd4794fae704f71a527f4254b32f3fd%7Emv2_d_2048_1365_s_2.jpg"/>]]></description><link>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/05/Come%C3%A7a-a-funda%C3%A7%C3%A3o</link><guid>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/05/Come%C3%A7a-a-funda%C3%A7%C3%A3o</guid><pubDate>Fri, 05 Jan 2018 12:39:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>O Espaço Cultural Jardim Damasceno está em aterro próximo a um córrego. Imaginamos que o solo seria bem fraco e então, desconsideramos a possibilidade de fazer estacas e buscamos consultoria com o arquiteto Vitor Lotufo que sugeriu uma sapata corrida, &quot;um “catamarã” flutuando no solo&quot;.</div><div>No entanto, dia 03/01, foi feita uma sondagem e descobriu-se que depois do aterro tem brejo e na camada seguinte, um monte de resíduos que foram despejados no local em tempos anteriores. O “Catamarã” não seria suficiente, precisávamos fazer uma “balsa” como fundação e chegou-se na proposta de uma fundação do tipo “Radier” diretamente sobre o piso existente no espaço.</div><div>Estas fotos são do dia de hoje, estávamos conversando com o Mathias que será o Mestre de Obras na execução da fundação. Mais um belo dia que se prepara para a Escola Sem Muros que começará no dia 19/01. Participe!</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_acd4794fae704f71a527f4254b32f3fd~mv2_d_2048_1365_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_02cfdff487a549f2944a3f19ba3b2f8e~mv2_d_2048_1365_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_a5910a85aa1d41c9ad16a896c770ea2a~mv2_d_2048_1365_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_7cbe6f68d29c46e6b4bb5b8082bf505d~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_167706c0542c48a2890dc018a4515fd8~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_7ec7245d2ca24db9928b94917500df29~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Demolição</title><description><![CDATA[Hoje chegaram vários voluntários da comunidade para demolir algumas paredes e forro do Espaço Cultural Jardim Damasceno.Estamos liberando o espaço para receber o curso de pedagogia prática e obra comunitária. Segunda feira começa a fundação.<img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_7097ab015f574806a570288eb7eecebe%7Emv2_d_1920_1280_s_2.jpg/v1/fill/w_606%2Ch_404/1c0ae5_7097ab015f574806a570288eb7eecebe%7Emv2_d_1920_1280_s_2.jpg"/>]]></description><link>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/04/Demoli%C3%A7%C3%A3o</link><guid>https://www.semmuros.com/single-post/2018/01/04/Demoli%C3%A7%C3%A3o</guid><pubDate>Thu, 04 Jan 2018 12:50:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Hoje chegaram vários voluntários da comunidade para demolir algumas paredes e forro do Espaço Cultural Jardim Damasceno.</div><div>Estamos liberando o espaço para receber o curso de pedagogia prática e obra comunitária. Segunda feira começa a fundação.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_7097ab015f574806a570288eb7eecebe~mv2_d_1920_1280_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_5d83a8ce06b94ef4b7a6246988bb9c72~mv2_d_1920_1280_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_3ace0acb91d54627a8ee190d752170df~mv2_d_1920_1280_s_2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Aproximação e mobilização</title><description><![CDATA[Durante a campanha de financiamento fizemos uma pré imersão no Jardim Damasceno:: PROGRAMA Dia 01 Processo do bambu: plantio, colheita, tratamento. Visita ao sítio em Parelheiros.Dias 02 e 03 Apresentação do Programa Escola Sem Muros e Projeto no Espaço Cultural Jd. Damasceno Preparativos para imersão | Frentes de Trabalho: MOBILIZAÇÃO COMUNITÁRIA Desafio: Como cocriar um convite espetacular, rápido e divertido para engajar a comunidade do Jardim Damasceno? Serão utilizadas metodologias de<img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_bf5a549408cc4994962edfb7114e7c83%7Emv2_d_2048_1360_s_2.jpg/v1/fill/w_606%2Ch_402/1c0ae5_bf5a549408cc4994962edfb7114e7c83%7Emv2_d_2048_1360_s_2.jpg"/>]]></description><link>https://www.semmuros.com/single-post/2017/12/03/Aproxima%C3%A7%C3%A3o-e-mobiliza%C3%A7%C3%A3o</link><guid>https://www.semmuros.com/single-post/2017/12/03/Aproxima%C3%A7%C3%A3o-e-mobiliza%C3%A7%C3%A3o</guid><pubDate>Sun, 03 Dec 2017 12:28:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Durante a campanha de financiamento fizemos uma pré imersão no Jardim Damasceno</div><div>:: PROGRAMA  Dia 01  Processo do bambu: plantio, colheita, tratamento. Visita ao sítio em Parelheiros.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_bf5a549408cc4994962edfb7114e7c83~mv2_d_2048_1360_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_754c0cae10cb47f7b57592fc7f9a4772~mv2_d_2048_1360_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_cc6943dddc6446b3bee44488813aa3d5~mv2_d_2048_1364_s_2.jpg"/><div>Dias 02 e 03  Apresentação do Programa Escola Sem Muros e Projeto no Espaço Cultural Jd. Damasceno</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_98c4dd57e89e40d99f0469c022bc7398~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_ac3daae45b5940d7af6e6b042f2b6515~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_bd7b43187bdf4d0ab56cac7676e2024c~mv2.jpg"/><div> Preparativos para imersão | Frentes de Trabalho: MOBILIZAÇÃO COMUNITÁRIA Desafio: Como cocriar um convite espetacular, rápido e divertido para engajar a comunidade do Jardim Damasceno? Serão utilizadas metodologias de design participativo, ideação e prototipagem.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_cad26fa372bf4f7981bd20b7e4dcf966~mv2_d_2048_1360_s_2.jpg"/><div>CONSTRUÇÃO DE ESTRUTURA DE APOIO Desafio: Construir estrutura de apoio logístico para a imersão que será realizada em janeiro. Mão na Massa! Design participativo da estrutura de apoio que será utilizada durante a obra e bioconstrução</div><div> TRATAMENTO DO BAMBU E MAQUETE Desafio: Realizar o tratamento dos bambus que serão utilizados na obra e confecção de maquetes. Tratamento do bambu teoria e prática </div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_146c4388b83147f9a43b83c1fac1d53c~mv2.jpg"/><div> :: Onde? As atividades serão realizadas no sítio Payacan em Parelheiros e no Espaço Cultural Jd.Damasceno</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>A campanha</title><description><![CDATA[Programa de imersão de estudantes para realizar a reforma do Espaço Cultural Jd Damasceno, Brasilândia.Uma jornada de aprendizagem em que estudantes mergulham em uma comunidade por 10 dias para um curso prático que deixa de legado para a comunidade a construção de um equipamento coletivo. O programa Escola Sem Muros 2018 acontecerá de 19 a 30 de janeiro no Jardim Damasceno,Brasilândia, zona norte de São Paulo. 20 estudantes irão se unir a pessoas da comunidade local, arquitetos e profissionais<img src="http://img.youtube.com/vi/Kz5r0M37Row/mqdefault.jpg"/>]]></description><link>https://www.semmuros.com/single-post/2017/12/03/A-campanha</link><guid>https://www.semmuros.com/single-post/2017/12/03/A-campanha</guid><pubDate>Sun, 03 Dec 2017 11:55:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Kz5r0M37Row"/><div>Programa de imersão de estudantes para realizar a reforma do Espaço Cultural Jd Damasceno, Brasilândia.</div><div>Uma jornada de aprendizagem em que estudantes mergulham em uma comunidade por 10 dias para um curso prático que deixa de legado para a comunidade a construção de um equipamento coletivo. O programa Escola Sem Muros 2018 acontecerá de 19 a 30 de janeiro no Jardim Damasceno</div><div>,</div><div>Brasilândia, zona norte de São Paulo. 20 estudantes irão se unir a pessoas da comunidade local, arquitetos e profissionais convidados para criar uma experiência de extensão universitária única no Brasil, e contribuir na reforma do Espaço Cultural Jd Damasceno, organização que luta pela melhoria da qualidade de vida no bairro há 30 anos.</div><div>O curso é destinado a interessados em conhecer o uso do bambu para a construção, assim como jovens que buscam ter uma vivência prática, e colocar seu conhecimento a serviço da sociedade, ir além dos muros da universidade.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_6559cb0e10fe49c68216db2887aa16ff~mv2.png"/><div> Foram muitos eventos realizados, muitas ações pra coletar o dinheiro necessário para o Escola Sem Muros acontecer.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_6f078ec43cfa408485af5006c3d9c527~mv2_d_2048_1360_s_2.jpg"/><div> E com mais de 170 pessoas apoiando este projeto conseguimos bater a meta!</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Curso de Design em Permacultura 
PDC</title><description><![CDATA[O atual projeto de reforma do Espaço Cultural Jardim Damasceno surge a partir do Curso de Design em Permacultura (PDC) realizado pelo Coletivo Permasampa em parceria com o Instituto Casa da Cidade e o Espaço Cultural Jardim Damasceno.O PDC urbano é reconhecido internacionalmente e visa capacitar os participantes a planejar territórios com baixo impacto ambiental e incentivar o empoderamento social, a partir da gestão sistêmica de recursos naturais energéticos, construtivos, alimentícios e<img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_01d1512a72434a60a3c5147f8588b49a%7Emv2.jpg/v1/fill/w_606%2Ch_332/1c0ae5_01d1512a72434a60a3c5147f8588b49a%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.semmuros.com/single-post/2017/11/21/Curso-de-Design-em-Permacultura-PDC</link><guid>https://www.semmuros.com/single-post/2017/11/21/Curso-de-Design-em-Permacultura-PDC</guid><pubDate>Tue, 21 Nov 2017 11:47:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>O atual projeto de reforma do Espaço Cultural Jardim Damasceno surge a partir do Curso de Design em Permacultura (PDC) realizado pelo Coletivo Permasampa em parceria com o Instituto Casa da Cidade e o Espaço Cultural Jardim Damasceno.</div><div>O PDC urbano é reconhecido internacionalmente e visa capacitar os participantes a planejar territórios com baixo impacto ambiental e incentivar o empoderamento social, a partir da gestão sistêmica de recursos naturais energéticos, construtivos, alimentícios e hídricos.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_01d1512a72434a60a3c5147f8588b49a~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_328504c8328d4f848bfc22bba32c1838~mv2.jpg"/><div>O programa inclui aulas teóricas, visitas a campo, atividades práticas e aplicação dos conceitos estudados em um projeto de estudo de caso.</div><div>As 4 primeiras turmas do curso desenvolveram este estudo e prática no Espaço Cultural Jardim Damasceno.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_c9b71ba4c0a941c7a37e198a1031a424~mv2.jpg"/><div>Após o encerramento dos cursos, uma equipe foi formada para sintetizar os projetos realizados em um projeto exequível, que será implementado através desta ação.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Jardim Damasceno e sua história</title><description><![CDATA[O território era uma antiga fazenda de cana-de-açúcar e alambique de propriedade de Brasílio Simões, que segundo o editor do jornal Freguesia News Célio de Araujo, em 1947 foi loteada e vendida com o nome de Brasilândia.Os primeiros moradores vieram de moradias populares e cortiços existentes no Centro, demolidos para dar lugar às grandes avenidas durante a gestão do prefeito Prestes Maia.O bairro foi historicamente marcado pela exclusão e abandono. Os espaços livres remanescentes foram<img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_694a1885d93246f396daaefe5648ef0d%7Emv2.jpg/v1/fill/w_575%2Ch_384/1c0ae5_694a1885d93246f396daaefe5648ef0d%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.semmuros.com/single-post/2017/11/08/Jardim-Damasceno-e-sua-hist%C3%B3ria</link><guid>https://www.semmuros.com/single-post/2017/11/08/Jardim-Damasceno-e-sua-hist%C3%B3ria</guid><pubDate>Wed, 08 Nov 2017 11:21:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>O território era uma antiga fazenda de cana-de-açúcar e alambique de propriedade de Brasílio Simões, que segundo o editor do jornal Freguesia News Célio de Araujo, em 1947 foi loteada e vendida com o nome de Brasilândia.</div><div>Os primeiros moradores vieram de moradias populares e cortiços existentes no Centro, demolidos para dar lugar às grandes avenidas durante a gestão do prefeito Prestes Maia.</div><div>O bairro foi historicamente marcado pela exclusão e abandono. Os espaços livres remanescentes foram totalmente ocupados por favelas, deixando a Brasilândia sem áreas livres até mesmo para a construção de escolas e outros prédios públicos.</div><div>Em 1984, após ampla mobilização popular, a população local conseguiu a construção do primeiro centro educacional e esportivo do bairro.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_694a1885d93246f396daaefe5648ef0d~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_9b0b3123f4144010b1e53ef5b48687ca~mv2.jpg"/><div>Sobre o Espaço Cultural Jardim Damasceno</div><div>O galpão foi construído no começo da década de 1980, a partir de uma mobilização dos moradores da região para cobrar os governos municipal e estadual da época (Reinaldo de Barros e Paulo Maluf) melhorias básicas para o bairro, como saneamento, iluminação e asfalto. A Emurb (Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo) construiu um galpão escritório para atender e orientar os moradores do bairro.</div><div>Posteriormente, na década de 1990, o galpão serviu como abrigo provisório para as famílias vítimas de um deslizamento. Após a desocupação pelas famílias, passou a ser o espaço central da associação de moradores do bairro e abrigou diversas atividades que antes eram desenvolvidas nas ruas ou em casas alugadas.</div><div> A oficina Comunitária de Corte e Costura foi a primeira ação, e posteriormente começaram as atividades com crianças e adolescentes, conhecidas como Arte na Rua.</div><div>O Arte na Rua surgiu como um resgate da história do processo de ocupação do Jardim Damasceno. Os trabalhos foram apresentados em um seminário organizado pela prefeitura e a comunidade, que tinha como tema: Damasceno ontem, hoje e amanhã.</div><div>Após o seminário, esse grupo foi incentivado a continuar o projeto que passou a acontecer aos finais de semana no galpão, e incluía atividades de arte, educação, esporte, cidadania e meio ambiente, voltado para crianças, adolescentes e jovens. Nos anos 1990 essas atividades foram desenvolvidas através de um convênio com a prefeitura.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_c5906407872549b499c8fdb13ac3af27~mv2.png"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_285c3845bb634a1383904041038132dc~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Uma Visão Da Arquitetura Como Algo Maior Que A Soma Das Suas Partes</title><description><![CDATA[TRADUÇÃO: PEDRO SOUZAREVISÃO: TOMAZ LOTUFOComo o Fundamentalismo Modernista degrada o ambiente natural e humano Muitas pesquisas apontam para uma grande divergência entre a maneira que arquitetos enxergam o seu trabalho e entre a que aqueles que não são arquitetos o enxergam – a tal grau que não é raro ouvir pessoas comuns se perguntando como é possível que arquitetos e estudantes de arquitetura produzam construções tão estranhas e desagradáveis hoje em dia. Uma outra percepção relacionada a<img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_ae808e9de18f4c6d87daf6764c6053d2%7Emv2.jpg/v1/fill/w_606%2Ch_404/1c0ae5_ae808e9de18f4c6d87daf6764c6053d2%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Autores: Michael W. Mehaffy e Nikos A. Salingaros</dc:creator><link>https://www.semmuros.com/single-post/2017/09/21/Uma-Vis%C3%A3o-Da-Arquitetura-Como-Algo-Maior-Que-A-Soma-Das-Suas-Partes</link><guid>https://www.semmuros.com/single-post/2017/09/21/Uma-Vis%C3%A3o-Da-Arquitetura-Como-Algo-Maior-Que-A-Soma-Das-Suas-Partes</guid><pubDate>Thu, 21 Sep 2017 20:26:43 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>TRADUÇÃO: PEDRO SOUZA</div><div>REVISÃO: TOMAZ LOTUFO</div><div>Como o Fundamentalismo Modernista degrada o ambiente natural e humano</div><div> Muitas pesquisas apontam para uma grande divergência entre a maneira que arquitetos enxergam o seu trabalho e entre a que aqueles que não são arquitetos o enxergam – a tal grau que não é raro ouvir pessoas comuns se perguntando como é possível que arquitetos e estudantes de arquitetura produzam construções tão estranhas e desagradáveis hoje em dia. </div><div> Uma outra percepção relacionada a essa, é a de que hoje em dia, a arquitetura de muitos ambientes humanos é bem mais feia do que a que foi produzida por pessoas ordinárias a mais de um século – a além do mais, esses locais construídos a mais de um século estão frequentemente entre os mais amados e duradouros que o mundo tem a oferecer. Muitos se perguntam, por que isso ocorre? Esse é apenas o preço do progresso? Isso realmente importa? (Especialmente agora que arquitetos são responsáveis por uma parte cada vez menor do ambiente construído?) E seria essa questão conectada aos desafios de desenvolver resiliência e sustentabilidade para o futuro?</div><div> Nós respondemos, em uma palavra: Sim.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_ae808e9de18f4c6d87daf6764c6053d2~mv2.jpg"/><div> foto: Moises Patricio</div><div> Em 2011, nós escrevemos um ensaio curto que introduziu o termo “fundamentalismo da forma” – um hábito de pensamento comum entre arquitetos que nós sugerimos e ajuda a explicar os padrões historicamente únicos de grande parte da prática do planejamento, design e construções modernas. Esses padrões, por sua vez, produziram consequências profundas e negativas.</div><div> “Fundamentalismo da forma” é, em nossa perspectiva, uma crença ideológica fervente na necessidade de remover do ambiente humano tudo exceto formas abstratas e consideradas racionais que formam obras de arte – linhas planos, cubos e outras formas – na crença errônea de que essas práticas são mais avançadas e “modernas” – por isso o “modernismo”. (Mas como nós discutiremos, elas não são avançadas, e sim perigosamente atrasadas.) Nesse ensaio, nos referimos apenas brevemente as origens desse fundamentalismo peculiar, mas generalizado, e ao seu profundo impacto no ambiente humano e natural.</div><div> Nós vamos aqui nos aprofundar na história desse habito de pensamento extremamente influente, e explorar as suas origens na evolução da teoria contemporânea de design e planejamento. Vamos ancorar essa discussão dentro do contexto mais amplo do desenvolvimento da civilização industrial, e da influência danosa de seus incentivos poderosos para industrializar o ambiente humano inserindo suas formas convenientemente lucrativas em ambientes não-geométricos. Argumentando que arquitetos foram particularmente corrompidos por essa industrialização.</div><div> Em particular, uma escola de arquitetos “modernistas” perenemente dominante e energizada por uma mistura de poder econômico com idealismo quixotesco se tornou essencialmente cooptada por interesses industriais. Seu papel no novo regime econômico-industrial consistiu em servir como incentivo fervente a essa prática destrutiva ao vender uma falsa imagem de marketing de um futuro industrial utópico. Apesar de ciclos de crítica e negação, seu legado continua vivo hoje nas diversas variações “rococó” do design modernista.</div><div> Nesse processo, arquitetos se tornaram estranhamente cegos aos vários efeitos negativos de seu próprio trabalho – uma condição que nós descrevemos em outro local como “miopia arquitetural”. Essa condição ajuda a explicar a rigidez ideológica veemente de muitos arquitetos, e o seu viés cognitivo que mais favorece objetos que contextos – o mesmo tipo de viés presente em outras formas de fundamentalismo.</div><div> Nós concluímos com uma afirmação otimista: existe de fato a possibilidade da escolha real de uma abordagem evolucionária de design e planejamento de baixo para cima, uma abordagem que oferece a base de uma nova era do humanismo ecológico na arquitetura, em um momento em que tal reforma é desesperadamente necessária.</div><div>A relação com a “comodificação” – e com um sistema consumista insustentável</div><div> A história do fundamentalismo da forma começa com as origens do nosso sistema “moderno” de tecnologia e industrialização, sobre o qual nós já escrevemos detalhadamente em outros lugares. Esse sistema certamente obteve muitos resultados impressionantes: medicina, saneamento, viagem, prosperidade e muito mais. Mas ele também nos deixou com uma ressaca colossal – uma relação insustentável com os nossos recursos, com o nosso ambiente e com nós mesmos. Para sobreviver e viver bem futuramente, precisamos mudar fundamentalmente o nosso modelo “moderno” atual de crescimento tecnológico. É um truísmo – mas não deixa de ser verdade - para sobreviver e estar bem no futuro, devemos mudar profundamente o nosso modelo atual &quot;moderno&quot; de crescimento tecnológico, longe dos negócios como de costume. Isso certamente significa que também devemos mudar a maneira que desenhamos e construímos o ambiente humano.</div><div> Expressando isso de outra maneira, a feiura e a desordem do nosso ambiente humano atual são certamente relacionadas com a feiura e a desordem causadas pelo dano que nós infligimos ao ambiente natural.</div><div> Mas como o sistema moderno de desenvolvimento e consumo – nosso sistema “tecnológico-consumista” – surgiu? Não seria ele uma parte inevitável da evolução da ciência e tecnologia assim como uma resposta inevitável aos desejos dos consumidores – resumidamente, o nosso destino?</div><div> Não, não seria. De fato, esse sistema foi inventado – planejado por industrialistas e líderes políticos no começo do século XX, primariamente nos Estados Unidos. Essa história foi bem documentada em 2002 pelo documentarista da BBC Adam Curtis na série de documentários “The Century of the Self” (O Século do Ego), especialmente no primeiro episódio intitulado “Hapiness Machines“ (Máquinas de Felicidade). Líderes de Wall Street se juntaram com líderes políticos para resolver um problema duplo: como manter as massas engajadas em atividades produtivas e geradoras de riqueza e ao mesmo tempo abafar crises políticas em potencial.</div><div> A resposta foi a criação de uma nova forma de sociedade de consumo – essa cuja existência nós nem sequer questionamos hoje em dia, e que está sendo usada para vender produtos de consumo (arquitetura moderna na revista Dwell, por exemplo). Essa nova ideia foi talvez melhor explicada em 1924 pelo banqueiro Paul Mazur da Lehman Brothers – a mesma empresa cujo colapso notório em 2008 ajudou a provocar a crise financeira global e a grande recessão. “Nós precisamos mudar a cultura dos Estados Unidos de uma cultura de necessidades para uma cultura de desejos”, disse Mazur. “As pessoas precisam ser treinadas para quererem, desejarem coisas novas, mesmo antes que as antigas estejam inteiramente consumidas... Os desejos dos homens devem superar as suas necessidades.</div><div> No centro dessa história fascinante e ainda mal-entendida está Edward Bernays, uma figura notavelmente importante pouco conhecida da história moderna. Bernays era sobrinho de Sigmund Freud, e a sua ideia brilhante foi usar as ideias de Freud sobre desejos subconscientes para criar novas e poderosas estratégias de marketing e relações públicas. Entre as conquistas de Bernays estão a transformação de milhões de mulheres que nunca tinham fumado em fumantes e a criação da campanha política moderna, com todas as suas manipulações. (Freud, para seu mérito, protestou fortemente contra esse uso explorador, manipulativo e fundamentalmente antidemocrático de suas ideias)</div><div> O que é ainda menos conhecido, é o papel central de Bernays na venda de planejamentos modernistas urbanos e suburbanos para o público. Como demonstra a série de Curtis, Bernays ajudou a orquestrar a exposição seminal “Futurama” da General Motors na Feira Mundial de 1939. Foi esse evento, talvez mais que qualquer outro, que vendeu a visão de subúrbios (no Brasil é possível observar esta realidade dos subúrbios nos condomínios residenciais afastados e murados) a chegar para um público desesperado e traumatizado pela Depressão e pela guerra e procurando por uma visão positiva do futuro. Para esse público vulnerável, os marqueteiros ofereceram uma visão de uma nova era reluzente de construções e subúrbios modernos e de bugigangas de consumo de todo tipo imaginável. Era tudo tão belo! Nós fomos certamente “treinados para querer, desejar coisas novas”, e nós conseguimos essas coisas.</div><div> E foram arquitetos trabalhando junto com industrialistas como os líderes da General Motors que lideraram a investida. Essa é a prescrição do arquiteto modernista pioneiro Le Corbusier para uma utopia drive-through, descrita em seu panfleto “Cidade Radiante” (1935).</div><div>As cidades farão parte do campo; Eu morarei a 30 milhas de distância do meu escritório, sob um pinheiro; meu secretário também viverá a 30 milhas de distância do escritório, mas na outra direção, sob outro pinheiro. Nós dois teremos nossos próprios carros. Nós usaremos seus pneus, desgastaremos a superfície das estradas e engrenagens, consumiremos petróleo e gasolina. Tudo isso necessita muito trabalho... o suficiente para todos!</div><div>Expansão urbana radiante</div><div> É nesse ponto da história que muitos arquitetos irão protestar: é certamente injusto culpar arquitetos modernistas pelos males do ambiente construído! Afinal, os subúrbios (condomínios) no estilo estadunidense estão infestados de porcaria pseudo-tradicionalista.... nós arquitetos modernistas estamos tornando o mundo mais sustentável através de nossas novas tecnologias de “construção verde”; você não pode nos culpar!</div><div> Nós falaremos mais sobre os méritos do “modernismo verde” mais abaixo. Mas essa “porcaria pseudo-tradicionalista”, tão odiada por muitos arquitetos, é apenas uma fina cortina de marketing aplicada ao mesmo modelo de expansão urbana – o modelo criado por arquitetos modernistas como Le Corbusier, baseado no conceito fundamentalista da “cidade como uma máquina”. Suas partes segregadas seriam combinadas mecanicamente e conectadas por máquinas – carros, especificamente, e as construções semelhantes a máquinas entre as quais eles se movimentam. Se junto a isso a mercadoria se tornar mais barata (mesmo que reduzindo a qualidade), o pacote se torna mais fácil de engolir para os consumidores, isso pode ser feito facilmente.</div><div> Os designers modernistas de hoje gostam de rejeitar estética do subúrbio estadunidense (no Brasil pode-se associar a estética dos condomínios fechados), mas a verdade é que os industrialistas que construíram esses ambientes suburbanos em massa amaram o minimalismo mecânico dos modernistas. Não satisfeitos em meramente desmantelar partes da velha cidade para formar peças integradas a uma máquina, eles também desmantelaram os detalhes das próprias construções. Eles fizeram janelas planas e desajeitadas, removeram podas ornamentais, eliminaram espaços ao ar livre conectando diferentes áreas – e alegremente transformaram edifícios em um amontoado de caixas, vendidas em pacotes em jogadas de marketing decorativas.</div><div> Seres humanos, é claro, também foram tratados como peças segregadas de maquinaria. Aqueles que pretendiam se tornar suburbanos foram atraídos pela ideia de que eles poderiam dirigir para longe daqueles que não eram como eles, e morar em grandes casas em grandes lotes longe dos outros. Eles poderiam sempre viajar para as grandes caixas conhecidas como lojas para satisfazer as suas necessidades crescentes de consumo. Todo mundo iria então gerar muita atividade econômica, ganhar muito dinheiro, e tudo estaria bem – até consequências indesejáveis provocarem efeitos devastadores. Então, a industrialização desenfreada do ambiente veio embalada em uma campanha de marketing direcionada diretamente aos desejos e medos freudianos mais profundos. O conceito de marketing mais sedutor de todos pode talvez ter sido a atração de um novo e empolgante futuro tecnológico, apresentado pela General Motors na Feira Mundial de 1939, gerando um poderoso efeito. Esse “futurismo” embriagante foi um conceito cujos pioneiros foram Le Corbusier e outros arquitetos modernistas. Gigantes industriais como a General Motors rapidamente entenderam o apelo sedutor dessa empolgante novidade tecnológica – Tudo novo! Melhorado!</div><div> Cerca de 20 anos depois, a General Motors capturou esse espírito romântico da industrialização perfeitamente em uma propaganda de televisão arrebatadora. Um casal atraente percorre uma utopia futurista resplandecente em seu carro-foguete enquanto a seguinte música toca:</div><div>Amanhã, amanhã, nossos sonhos se realizarão!</div><div>Amanhã, amanhã, nós faremos um mundo novo!</div><div>Formas estranhas se erguerão da noite,</div><div>mas o nosso amor não mudará querida –</div><div>ele será como uma estrela reluzindo,</div><div>iluminando o nosso caminho, onde o amanhã encontra hoje!</div><div> No comercial, as “formas estranhas” que “se erguerão da noite” são prédios, e eles são claramente atraentes obras de arte avant-garde. Esse foi outro exemplo de uma potente combinação de marketing. Se bons artistas estavam agora a serviço inquestionável a promoção de produtos industriais, isso seria claramente parte do progresso da modernidade. Esse trabalho poderia ser inserido na tradição honrada dos grandes arquitetos do passado – por mais que ele rejeite a maior parte desse legado de design. Com essa combinação de marketing de produtos e arte avant-garde a serviço da indústria, o design modernista obteve domínio sobre a consciência dos consumidores – e sobre alguns dos agentes políticos mais influentes da civilização.</div><div> Assim nasceu uma aliança poderosa que continua viva hoje – e continua, com exceções simbólicas e mecânicas, a obstruir o retorno necessário do urbanismo baseado em ruas caminháveis. A General Motors também disse que nós devemos aceitar um futuro empolgante, e que para fazer isso nós temos que acabar com os bondes de rua e o “mundo antiquado” no qual ele existia. A GM foi também extremamente eficaz, alimentando a destruição massiva dos bairros centrais e os sistemas de bondes de rua que serviam esses bairros.</div><div> É preciso dizer que esse regime funcionou extraordinariamente bem, ao menos no sentido limitado de uma estratégia de desenvolvimento centrada na industrialização e na depredação impiedosa do ambiente construído de acordo com ideias do fundamentalismo da forma. Mas esse modelo, que é um estrondoso sucesso econômico, nos deixou uma crise global de enormes proporções. Os modernistas podem talvez serem perdoados por não ter tido ciência do aquecimento global, do esgotamento de recursos ou da dinâmica complexa de boas cidades. Hoje, porém, nós não temos tais desculpas.</div><div>Origens do fundamentalismo da forma</div><div> Por que Le Corbusier e outros arquitetos chegaram a acreditar que essa depredação da complexidade do ambiente é necessária e até mesmo maravilhosa?</div><div> O início dessa história se situa no começo do século XX, quando muitas pessoas estavam desesperadas para escapar dos horrores do século XIX. Artistas estavam explorando novas formas radicais, e grupos políticos estavam explorando novas ideias de organização social. Ao mesmo tempo, a tecnologia industrial estava mudando rapidamente.</div><div> Arquitetos, ansiosos para fazer parte dessa nova ordem emergente, começaram a fazer conexões entre as mudanças na arte, política e tecnologia. E se eles pudessem ser artistas forjando um sentido para essa nova ordem mundial? E se eles pudessem ajudar a lançar essa empolgante nova era?</div><div> De qualquer forma, para os padrões atuais, essas mudanças tecnológicas promissoras eram atrasadas. Elas dependiam de padronização, replicação e formas simplificadas – as únicas que eram possíveis com a tecnologia simples da época. (Henry Ford disse uma vez, “você pode ter qualquer cor de carro que quiser, desde que ele seja preto”)</div><div> Algumas pessoas acharam isso perturbador. Mas em 1908, um jovem arquiteto em Viena, Adolf Loos, escreveu um artigo altamente influente que virou essa preocupação de cabeça para baixo. Nós seriamos incapazes de criar o nosso próprio estilo, Loos perguntou – “fazer o que qualquer outra raça e período antes de nós foram capazes de fazer? É claro que não: porque nós somos mais avançados, mais “modernos”, o nosso estilo deve ser a própria escassez estética que vem com os bens racionalizados da produção industrial – certamente uma marca de avanço e superioridade. De fato, nosso “ornamento” seria as simples construções minimalistas, assim como outros artefatos, celebrando o espírito dessa grande era nova.</div><div> Os “papuanos”, argumentava Loos, não evoluíram para as circunstâncias morais e civilizadas do homem moderno [sic]. Como parte de suas práticas primitivas, os papuanos se tatuam. Da mesma maneira, dizia Loos “o homem moderno que se tatua é um criminoso ou degenerado”. Assim, continuava Loos, aqueles que usavam ornamentos estariam no mesmo nível de criminosos – e papuanos.</div><div> Construído sobre uma visão de mundo inerentemente racista, o ensaio marcante de Loos inaugurou uma falácia penetrante sobre a suposta conexão entre o minimalismo e a modernidade; aqui está de fato o nascimento seminal do fundamentalismo da forma.</div><div> A influência de Loos foi codificada em seu famoso ditado, “o ornamento é um crime”.</div><div> O erro ingênuo de Loos, perpetuado por aqueles que vieram depois dele, foi supor que o minimalismo geométrico é uma virtude intrínseca. Ele pode ser uma virtude, quando a adição de outros elementos criaria uma desordem. Mas nós enfrentamos o problema oposto com mais frequência: um padrão minimalista é incompleto, e ele requer componentes adicionais específicos para gerar coerência. A visão dos físicos e matemáticos modernos pode nos ajudar a entender quando um padrão geométrico pode ser simplificado, e quando a simplificação desse padrão danificaria a estrutura. Essa regra foi sintetizada no famoso comentário de Albert Einstein: “Torne tudo o mais simples possível – mas não mais simples que isso”. Quando se trata de sistemas biológicos – incluindo ambientes humanos – esse nível de simplicidade é frequentemente surpreendentemente complexo.</div><div> No século que se passou desde que o slogan de Loos foi cegamente adotado, foi feito um grande progresso na matemática da complexidade. Nós sabemos agora da vasta complexidade de “sistemas irreduzíveis”, que mesmo assim podem ser gerados por – mas não reduzidos a – simples algoritmos. Grande parte da complexidade biológica do mundo é “computacionalmente irreduzível” – ou seja, algo que pode ser gerado de um algoritmo simples, mas que só expressa sua estrutura de forma precisa quando esse algoritmo se completa. Parece que o mundo não pode ser reduzido a esquemas minimalistas.</div><div> Apesar disso, como famosamente notou o filosofo Alfred North Whitehead, nós humanos temos uma tendência perigosa a simplificar demais o mundo, e de confundir os nossos simples modelos com a realidade complexa do mundo. Ele chamou esse erro de “a falácia da concretude extraviada” – que ocorre quando confundimos modelos abstratos da realidade com a própria realidade, o que leva muitas vezes a ações simplificadas demais que danificam a vida.</div><div> Christopher Alexander fez uma observação parecida quando ele argumentou famosamente que a cidade não é uma árvore – ou seja, ela não é uma simples estrutura hierárquica, mas em suas complexas relações geométricas, ela apresenta formas importantes de redundância e sobreposição, que a mente humana tem dificuldade de entender. Nós gostamos de simplificar o mundo em pequenos “esquemas-árvores” – que por sua vez, quando impostos em cidades reais, podem causar grandes danos as estruturas físicas. Essa, de fato, foi a tragédia de dúzias de cidades ao redor do mundo no século XX.</div><div> O que é pior, arquitetos substituíram a preocupação com expressões estéticas reais de locais saudáveis pelas qualidades abstratas e comodificadas da estética como um fim em si mesmo, apreciadas por uma elite de connoisseurs autoproclamados. Quando essa prática danifica o meio ambiente, algo como o exercício incorreto de uma profissão está ocorrendo – nada menos.</div><div> No campo da ciência e matemática, em contraste, nós vimos a ciência geométrica ser muito enriquecida pelos insights que obtivemos sobre as geometrias complexas da natureza. Nós agora entendemos os padrões fractais extremamente complexos à nossa volta, e os processos algorítmicos “interativos” que os geram. Nós entendemos o comportamento frequentemente caótico dos “atractores”, e as maneiras que eles formam aglomerados em regiões de espaço-solução evolucionário – configurações estruturais da ideia de “padrões” de Christopher Alexander (ver abaixo).</div><div> Nós também entendemos mais sobre reações “biofílicas” de seres humanos em resposta a tais padrões em seus ambientes – provavelmente porque seres humanos evoluíram para interpretar um mundo de formas e processos complexos, mas ordenados. Estamos começando a apreciar o fato de que as pessoas sentem a necessidade de um ambiente rico em informações, e ao longo de suas vidas em uma cidade, necessitam de mais do que uma série de experiências solitárias de arte criadas de acordo com um critério abstrato.</div><div>A arquitetura se torna marketing industrial</div><div> Outro evento marcante na evolução do fundamentalismo da forma teve seu início por volta do mesmo tempo no escritório do arquiteto alemão Peter Behrens. Conhecido agora como “o pai do branding corporativo”, Behrens promoveu o minimalismo como uma ferramenta estética para criar uma imagem racionalizada de marketing para ajudar o seu cliente AEG (A versão alemã da empresa estadunidense General Electric) a vender os seus produtos. Para fazer isso, ele criou logos marcantes, papelaria, propagandas – e edifícios, que eram na prática cartazes gigantes para ajudar a empresa a vender os seus produtos.</div><div> Ao dar esse passo importante, Behrens estava habilmente resolvendo um problema crítico para designers ambientais em uma nova era de padronização e produção em massa. Se nós não iríamos mais gerar a forma das construções no local através de processos localizados e relativamente artesanais, e ao invés disso depender de combinações (supostamente superiores e certamente mais baratas) de partes padronizadas, como é que nós, como designers, iríamos criar obras esteticamente distintas? A resposta que ele deu foi: “tematizando” as obras com uma empolgante visão estilizada do futuro a ser criada pela indústria (mais especificamente pela empresa cliente e a firma de design).</div><div> Então, nós transformaríamos edifícios e outros objetos em telas de pintura em branco para marcar as nossas empresas, firmas e os nossos próprios talentos como designers visionários. Mais do que isso, esses designs embalados teriam o magnetismo especial de uma grande e nova forma de arte nas mãos de Behrens e de deus discípulos artísticos.</div><div> A imagem que Behrens criou trabalhando a partir das limitações auto impostas desse novo minimalismo estético foi uma imagem de poder, potência industrial, ordem e limpeza. Acima de tudo, foi a promessa de um futuro tecnológico maravilhoso. Behrens foi o primeiro a perceber que uma visão embriagante do futuro pode ser usada como uma poderosa ferramenta de marketing. É a venda de uma esperança, um sonho, um desejo – mesmo que seja rapidamente destinado a apodrecer e ser descartado. (Na verdade, melhor ainda; tal obsolescência programada significa que outro produto “novo, melhorado” pode ser vendido em seu lugar.)</div><div> O poder de sedução dessa mensagem futurística não passou despercebido pelos jovens discípulos de Behrens, que tiverem todos um efeito profundo no design do século XX. Seus nomes são certamente familiares para qualquer arquiteto hoje em dia – de fato, quase todos os estudantes de arquitetura são obrigados a estuda-los e imitá-los na escola. Eles eram Walter Gropius, Charles-Édouard Jeanneret-Gris (conhecido mais tarde como Le Corbusier) e Ludwig Miles van der Rohe. Nas próximas décadas, eles iriam anunciar a sua “arquitetura total” (Gropius) que sinalizava uma “grande era de produção industrial” (Le Corbusier) e “a vontade de uma época” na qual “menos é mais” (Mies).</div><div>A necessidade de uma geometria conectiva</div><div> Mas, como vimos, essa “realidade inevitável” agora parece uma receita para um desastre evitável. Além do mais, do ponto de vista da ciência contemporânea, o approach inteiro estava fundamentalmente errado em aspectos centrais do seu entendimento da natureza da estrutura ambiental.</div><div> O arquiteto e teórico de design Christopher Alexander apresentou um argumento parecido, do seu primeiro livro Notes on the Synthesis of Form (Anotações sobre a Síntese da Forma), até o mais recente The Nature of Order (A Natureza da Ordem). Ele argumenta que há uma necessidade profunda de juntar estruturas para formar vários “todos” maiores – e que há uma necessidade de aplicar geometrias que sejam capazes de fazê-lo. Essa “interconexão profunda” é uma característica de ambientes naturais por ser algo básico aos efeitos geradores dos processos naturais. Mas essa característica está faltando nas geometrias abstratas e minimalistas do modernismo – o que tem profundas consequências. Nos melhores ambientes modernistas, isso pode ser compensado de algumas formas – com plantas, por exemplo, ou com outras adições externas decorativas. Mas as estruturas em si são enfraquecidas, e, portanto, tendem a causar desordem ambiental.</div><div> Uma das formas através das quais humanos têm gerado essa geometria conectiva necessária para a vida ao longo dos séculos, de fato, é o uso do ornamento. Em seu livro A Pattern Language (Uma Linguagem de Padrões), Alexander e seus colegas dão um exemplo, no Padrão 249, de ornamentação tradicional. Esse padrão pode parecer supérfluo ou mesmo “primitivo” para os olhos de fundamentalistas geométricos como Adolf Loos – mas na verdade, ele desempenha uma função conectiva essencial.</div><div> Designs e estruturas ornamentais na arquitetura servem para cimentar componentes juntos de diferentes tamanhos como parte de um sistema geométrico maior. Há milhões de exemplos na prática: belas escadarias tradicionais, entradas, moldagens, molduras de janela, etc. que são ricamente ornamentados – e assim conectados ao ambiente. Nós poderíamos até parar de falar em ornamentos e focar na geometria conectiva essencial do ambiente adaptativo. Essa necessidade humana desenvolvida biologicamente de gerar conexão no ambiente é o que gera o ornamento.</div><div> Fundamentalistas da forma diriam que o nível de detalhe encontrado em ornamentos tradicionais é primitivo, ou inapropriado para a nossa tectônica moderna, ou que nós somos incapazes de construir com tal autenticidade e habilidade hoje em dia, e que tal esforço vai invariavelmente gerar arte inautêntica, desajeitada e insuficientemente “criativa” e avant-garde. Tais sentimentos revelam uma estética agudamente reacionária, rigidamente fixada em uma ideologia fundamentalista e enraizada em um erro da modernidade que já tem um século, tendo surgido antes da descoberta do novo conhecimento de padrões geométricos interconectados pela ciência da complexidade moderna.</div><div> A extrema confusão, falso entendimento, tendenciosidade virulenta e um fanatismo quase religioso levaram muitos modernistas a condenar cegamente o que o ornamento representa. Escritores inteligentes afirmam que o “ornamento é uma imitação da natureza” – mas isso é um “elogio” enganador. O ornamento não é nada menos do que a criatividade humana expressada em sua forma mais direta e imediata. O ornamento é simplesmente o primeiro passo na criação de uma estrutura inovadora que busca criar formas coerentemente complexas. Quase todas as outras conquistas humanas positivas apontam na mesma direção e vem do mesmo processo criativo.</div><div> Sentimentos anti-ornamento revelam um pensamento oculto do status quo sobre a arte, e também – apesar de toda a conversa sobre inovação e criatividade – uma falta de imaginação surpreendente. Foi o regime do Modernismo que acelerou a destruição das culturas tradicionais de construção através de uma hostilidade equivocada em relação ao poder evolutivo da tradição. O fundamentalismo da forma permitiu quase um século de destruição, apagamento e adição furtiva de algumas poucas tradições simbólicas como uma concessão ao mercado. Ele quase destruiu o vasto repositório de conhecimento sobre como criar construções belas, adaptáveis e duráveis, oferecendo em seu lugar um mundo de tralhas.</div><div> Culpar os construtores modernos por serem (atualmente) incapazes de usar bem padrões tradicionais em meio a um apocalipse ambiental é uma profecia que se cumpre e se reforça, além de ser uma concepção irrelevante da arte. Aceitar essa perda sem fazer nada revela o oposto da imaginação, e o oposto de um avant-garde verdadeiramente radical. A prática atual não entende que essa mudança é possível e que a escolha é necessária.</div><div> Mas esse não é um cenário incompreensível. Um poderoso sistema de recompensa existe para incentivar a indulgência desse lucrativo status quo, incluindo empregos, comissões, carreiras, fama e aceitação. Há também distorções cognitivas de profissões especializadas, insulares – enxergar todo problema de design como uma oportunidade para impor predileções paroquiais por uma estética modernista. Um privilégio elitista de prazeres estéticos específicos é enraizado em um approach baseado em imagens em relação a forma do ambiente – e é, também, enraizado no marketing de coberturas estéticas vendidas para um público ingênuo como qualidades de uma grande visão futurista.</div><div> Cabeças mais frias, mais sóbrias de outras disciplinas e modos de vida estão reconhecendo a ingenuidade dessa subcultura, sua história como uma invenção de marketing de interesses especiais específicos e o seu papel como um impulsionador industrial de um desastre que está lentamente se desenrolando. Está aumentando a pressão para que os arquitetos trabalhem de forma mais responsável e se tornem mais engajados nas reformas mais profundas que são necessárias. Parece que já passou do tempo para que pessoas perguntem seriamente o que deve vir pela frente.</div><div>Integrando o funcional e o estético</div><div> Antes de podermos debater o que pode vir por frente, temos que explicar um conceito básico da criação de forma através do design, seguindo os processos complexos do mundo natural.</div><div> Falando de forma ampla, nós podemos distinguir três diferentes abordagens ao design. O primeiro gera formas como meio de chegar a objetivos específicos e resolver problemas técnicos – como, por exemplo, fazer com que rodas redondas consigam cumprir o objetivo de se movimentar horizontalmente. Nós podemos chamar essa abordagem de “funcionalista”. O design de peças e parafusos é focado no que funciona mecanicamente.</div><div> Um segundo (e mais artístico) “approach” ao design tem o objetivo de criar uma aparência estética superficial, sem se preocupar muito com mecanismos e problemas mais profundos. Isso é o que nós podemos chamar de approach expressivo. O segundo approach não precisa ser muito prático do ponto de vista funcional – ele é desenhado estritamente por seu apelo visual, aceito pela sua imagem.</div><div> Muitos artefatos do design moderno, de computadores a casas, combinam esses dois approaches de forma mecânica – como quando, por exemplo, engenheiros de design criam a parte eletrônica de um computador e estilistas de design criam as embalagens chamativas que tem pouca relação com as partes de dentro feitas por engenheiros. Essas cascas externas, por serem criadas especialmente para terem uma certa aparência como objetos, tem também pouca relação com o que é externo ao objeto sendo criado. Os designs, que são geralmente produzidos em massa e intercambiáveis, não representam uma adaptação a qualquer estrutura particular em uma escala maior.</div><div> Essa abordagem funcionalista/expressiva deslocada pode ser chamada de “desconectada”. Nós simplesmente “construímos” ou “estilizamos” uma forma – ou os dois – e colocamos o resultado no ambiente, sem nenhum processo real para adaptar a forma ao seu contexto específico. A maioria dos produtos criados no mundo são feitos dessa forma hoje em dia, porque esse método está de acordo com os processos dominantes de padronização, replicação e produção em massa.</div><div> Como resultado disso, a forma é separada de qualquer relação mais profunda com a sua função, ou com o seu local adaptado no mundo(contexto). Ela é agora uma forma geométrica, refletindo a intenção do designer no momento de criação. Isso é o que foi precisamente chamado, as vezes com algum desdenho, de design “intencional”. Esse termo carrega a conotação de algo “inventado”, “arbitrário” ou mesmo “falso”.</div><div> Um ponto de vista mais gentil propõe que a arquitetura “desconectada” seja uma forma de expressão metafórica, que como tal, é como qualquer forma de boa arte. Mas, é claro, a arquitetura não é como qualquer forma de arte, por ter que servir como habitat humano. Independentemente de ser ou não grande arte – e a maioria dos designs produzidos assim certamente não são – o tipo de forma que surge como resultado é geralmente muito diferente das formas altamente complexas encontradas na natureza, que são geradas de maneira fundamentalmente diferente.</div><div> O perigo é então que o “pensamento mágico” artístico leve arquitetos a se iludirem e acreditarem que através de sua arte, eles satisfazem as necessidades de um habitat humano. Se sua arte incluiu metáforas de sustentabilidade, então ela deve ser sustentável; se ela incluiu expressões icônicas de uma grande cidade, então a cidade em questão deve ser grande de fato; e assim vai. Mas uma metáfora raramente nos leva a encontrar a realidade por trás dela, ela leva a pensamentos iludidos.</div><div> Há ainda um problema intratável com a grande escala na arquitetura – a soma dessas obras de arte individuais não é maior do que as suas partes. De tais coleções de “gigantes jardins/esculturas”, cresceram cidades desordenadas e fraturadas (em forte contraste com a cidade tradicional “orgânica”). Trabalhando dentro desse paradigma, arquitetos podem apenas criar uma ordem visual rígida e morta a partir de cima, e o resultado é fragmentação e disfunção.</div><div> Um terceiro “approach” muito mais raro ao design (pelo menos no mundo moderno) tenta unir as necessidades funcionais e estéticas do design de uma maneira mais profunda, usando o próprio processo adaptativo de resolução de problemas (o processo de morfogênese adaptativa, como Christopher Alexander o descreveu) para gerar características estéticas integrais. Em efeito, esse método forma dois lados da mesma moeda, e é também a forma que organismos adquirem sua grande beleza e riqueza. De fato, o que nós vivenciamos como uma beleza profunda é uma expressão dessa ordem – se estendendo para além de um objeto único pelo ambiente mais amplo, o que é importante nesse caso.</div><div> É notável para nós que formas biológicas adquirem essa resolução adaptativa de problemas de duas formas intimamente ligadas: (I) elas se adaptam ao problema estrutural a ser resolvido – digamos, por exemplo, a forma de uma asa para voar, e (II) elas se adaptam, quando necessário, a partir da necessidade de comunicação expressiva entre organismos. (Nós podemos pensar nas belas formas das penas dos pavões, ou nos padrões extravagantemente coloridos das asas de borboletas)</div><div> O que há de melhor no design humano visa alcançar esse terceiro objetivo. Mas por muitas décadas, ele tem perdido força ao se limitar a tecnologia de uma era industrial passada, limitando a sua geometria as mais simples formas e volumes na moda em um momento histórico particular no começo do século XX (linhas retas e ângulos retos, planos vazios, retângulos, cubos, cilindros, etc). Essas formas foram racionalizadas – incorretamente de uma perspectiva matemática moderna – como formas “mais puras” e mais elegantes, e assim mais “modernas”. Essa interpretação equivocada está claramente fracassada, e tem tido consequências catastróficas.</div><div>O retorno surpreendente dos padrões ornamentais</div><div> O que não havia sido entendido anteriormente – e o que nós colocamos agora como um ponto central desse ensaio – é que a forma crucial para seres humanos chegarem a essa morfogênese adaptativa tem sido o uso do padrão ornamental. Os padrões interconectados do ornamento não eram decoração supérflua, mas podem ao invés disso ser pensados como uma forma de “cola” que permitia aos edifícios e outros objetos do design se entrelaçassem e formassem padrões maiores e mais coesos. Esses padrões eram tanto funcionais como expressivos. (E como nós vemos no exemplo dos pavões e das borboletas, a própria expressão desempenha na verdade outro papel mais profundo.)</div><div> Formas naturais são geradas juntas, de forma interativa, como parte de um processo evolucionário adaptativo mutuo conhecido como “morfogênese”. O resultado desse tipo de processo é que partes em uma escala formam um todo em outra escala e assim por diante – criando “todos” maiores e maiores que não são meros agregados de componentes. Eles são, como diz o ditado, “maiores que a soma de suas partes”.</div><div> Para algumas coisas nesse mundo, o design “desconectado” funciona razoavelmente bem. O problema é que essas formas não têm capacidade de se entrelaçar e se conectar para formar um todo maior, exceto da mais elementar forma mecânica. (Pense, por exemplo, em blocos de lego que se conectam uns aos outros). Para obter essa complexidade interconectada do mundo natural, nós precisamos de geometrias que tenham essa capacidade necessária de se conectar e entrelaçar em um sistema mais evolutivo e mutualmente interativo.</div><div> Um bom design dentro das restrições das geometrias modernas é possível, mas muito difícil. Os exemplos que nós podemos apontar são raros. Mesmo entre as poucas peças mais requintadas, há raros desvios de formas visualmente dramáticas, mas desprovidas de vida. As limitações ideológicas são muito excessivas e incômodas, trazendo como resultado inevitável a criação de uma maioria de edifícios que são pouco mais que resíduo insustentável e sem resiliência sob esse regime. Os desafios que nós enfrentamos não permitem paciência com essa prática. Nós podemos, e devemos fazer melhor – e nós afirmamos aqui que há alternativas disponíveis.</div><div> Há uma razão mais séria para criticar o uso contínuo do Modernismo na arquitetura, e ela é a ideia de que suas variedades “rococó” e “Neo-Modernistas” são uma fundação apropriada para o design no século XXI. Isso porque o Modernismo não é apenas um estilo entre vários, e sim a expressão de um discurso elaborado e metodologia prática para a geração de uma estrutura de ambiente – e que faz uma afirmação totalizante de si mesma como detentora de legitimidade exclusiva. O Modernismo propõe a si mesmo como uma disciplina universal de geração de formas, sem permitir qualquer alternativa. Essa metodologia, por sua vez, depende de uma teoria igualmente elaborada da sociedade, tecnologia e geometria.</div><div> O que realmente surpreende é quão influente essa forma de pensar e trabalhar se tornou, levando em conta as suas origens em um grupo notavelmente pequeno de teóricos especulativos/escritores a quase um século. Mais alarmante ainda, a influência dessa metodologia continua sem ser muito questionada, apesar da intervenção da ciência e matemática de quase um século, além de cada vez mais evidência que surge através de pesquisas pós-ocupação.</div><div> Então, nós chegamos a um veredito condenável do ponto de vista da sustentabilidade e resiliência. A geometria fundamentalista de pioneiros modernos destruiu a capacidade da arquitetura de formar “todos” inteiros através da interconexão de componentes, e de assim criar habitats humanos naturalmente eficientes. Ao invés disso, nos deixaram uma coleção desordenada de peças abstratas – forçados, de fato, a viver nas galerias de esculturas cada vez mais desorganizadas de outros.</div><div> Isso não era mais arquitetura no sentido orgânico, natural (e desenvolvido a partir de humanos) do termo; edifícios se tornaram uma forma de escultura gigante mal adaptada ao ambiente. Mas essa prática serviu como uma superfície comercializável para uma forma tóxica de urbanismo industrializado ao redor do mundo. Essa prática é particularmente perigosa por ter destruído o urbanismo resiliente de baixo carbono que existia para substituí-lo por uma fragmentação sugadora de recursos, desordem e expansão. Agora, essa patologia urbana fragmentada está atingindo proporções críticas pelo mundo e ameaçando arruinar o planeta.</div><div>Um jogo caro e ineficiente de mudanças de modismos</div><div> Há ainda um problema mais profundo com a lógica central da teoria de design modernista, que se foca na mudança e inovação como valores por si próprios. Como nós mencionamos, isso está fortemente ligado a evolução do Modernismo como uma estratégia de marketing industrial.</div><div> Nós talvez possamos tolerar rápidos ciclos de modismos em nossas roupas e outros bens de consumo. Mas no nosso ambiente construído, nós precisamos de novos edifícios que trabalham em conjunto com os velhos para manter um ambiente coerente e durável que humanos possam habitar. Ironicamente, não é o Modernismo que tem funcionado melhor, e sim os tipos de design tradicionais – notavelmente, tradições usando materiais locais e linguagens de formas apropriadas ao local e ao tempo, assim como a mistura de tradição com tecnologia industrial criada em 1920 e o Classicismo Greco-Romano em sua imensa variedade de formas pelo mundo. Porém, todas essas soluções sustentáveis foram marcadas para extermínio por modernistas tenazes.</div><div> A abordagem modernista ao design é rudimentar, pois ela depende de uma premissa perigosa: a reinvenção espontânea da arquitetura por designers geniais. Esqueça de soluções evoluídas com o clima, necessidades culturais, materiais, a escala humana e outras limitações invioláveis. Foi-se a lenta acumulação de respostas adaptativas, a paciente correção evolucionária que produz designs complexos e resilientes. O Modernismo é o que produz brinquedos, feitos para funcionar por um tempo e depois desaparecer. Aqui nós temos um consumismo efêmero e extravagantemente caro, construído com construções e peças da cidade. Os produtos se degradam, ficam sujos, mostram a sua idade e se tornam odiados.</div><div> Em contraste, pense, por exemplo, nas duráveis áreas históricas de Londres, Paris e Roma. Há arquitetura de dois milênios de idade que foi repetidamente revivida com sucesso e ainda aguentou ao longo dos séculos: Romanescas, Renascentistas, Vitorianas e Eduardianas. Essas construções, que em sua maioria tem sido usadas por um século ou mais, são ainda muita amadas e usadas hoje em dia – de fato, elas estão entre os imóveis mais caros e procurados do mundo.</div><div> Mas sob o estranho radicalismo ideológico do Modernismo, nós jamais devemos construir tais locais novamente! Ao invés disso, nós estamos condenados a morar em um mundo desprovido de padrões, sem história nem humanidade, no qual restam apenas frios objetos industriais. Nos prometeram que alguém com habilidade suficiente (o arquiteto genial) tornou-os belas composições, mas essa esperança não é suficiente.</div><div> Métodos de design de arquitetura – especialmente aqueles que revivem e reincorporam padrões e características geométricas que tenham sido usadas antes de 1920 – são frequentemente atacados e chamados de ilegítimos, inautênticos, “pastiche” ou pior. Estudantes que transgridam essa concepção são frequentemente reprovados em escolas de arquitetura; professores que se atrevem a ser heterodoxos são frequentemente demitidos. Códigos de regulação nacionais e internacionais como a Carta de Veneza e os padrões do secretário de estado dos Estados Unidos são interpretados de maneiras que excluem novos designs contextuais em bairros históricos, e requerem complementações modernistas contrastantes como as representantes “autenticas” de sua era atual.</div><div> A dominância generalizada desse regime hoje em dia e a sua supressão descarada de outras abordagens competidoras é nada menos que extraordinária. Peter Blake relata em Form Follows Fiasco (A Forma segue o Fiasco) como manufaturadoras de materiais industriais ameaçaram fechar uma revista de arquitetura que se atreveu a criticar um de seus produtos removendo coletivamente os seus anúncios na revista. De fato, patrocinadores corporativos controlam firmemente a informação de arquitetura.</div><div> A medida que um crescente corpo literário de pesquisas documenta, esse cenário atual afeta negativamente o bem-estar humano. Loos desconsiderou o amor que as crianças têm pela ornamentação de qualquer superfície disponível – talvez uma reflexão das rígidas teorias de criação de filhos da Áustria de sua época, ou mesmo uma reflexão da própria vida sem crianças de Loos. Mas hoje em dia nós sabemos que esses experimentos práticos com ornamentações formam uma parte essencial do desenvolvimento cognitivo das crianças.</div><div>A recuperação de uma base compartilhada para a vida</div><div> Em um debate como esse, nunca é suficiente criticar as falhas das diretrizes convencionais, mesmo que sejam catastróficas. Temos a obrigação de oferecer uma alternativa que funcione, e que ilustre uma proposta de caminho para lidar com o desafio. Uma vez que nós paramos de favorecer a estética da máquina que produz esculturas abstratas gigantes ao invés de edifícios, nós podemos recorrer a natureza, a ciência e a valores humanos em comum para encontramos novas formas de construir. Isso é o que aqueles que criticam duramente os métodos atuais – como os autores – devem fazer.</div><div> Nós trabalhamos então para criar novas ferramentas de linguagem de padrões, novas formas de wikis, novas estratégias para fazer vizinhanças mais caminháveis, e novas formas de edifícios e lugares que aprendam com as “velhas” formas. Nós acreditamos que a maior parte dos problemas que os seres humanos enfrentam hoje em dia são em grande parte produto de sua própria criação, e que podem também ser resolvidos pelos mesmos que os criaram – SE nós entendermos a natureza estrutural desses desafios. Mas também acreditamos que já passou da hora de abandonar essa pretensão dogmática de uma ideologia de design falha – uma que pertence ao último século e ao seu approach industrial falho, e não ao próximo século e a suas lições biológicas.</div><div> Ao criar uma linguagem compartilhada para a arquitetura e o urbanismo, uma que dependa de respostas emocionais e fisiológicas positivas e humanas, nós encontramos alguns aspectos universais que permeiam todas as culturas, locais e períodos. Esse apelo a uma linguagem compartilhada é um dos pontos centrais do A Pattern Language (Uma Linguagem de Padrões) de Christopher Alexander, e é elaborado em seu livro The Nature of Order (A Natureza da Ordem), que apresenta os escritos do autor e o trabalho de muitos outros. Uma forma de arquitetura compartilhada e ligada aos espaços comuns sustenta a vida em toda a sua complexidade, em todas as suas dimensões emocionais e ocultas, através da geometria e multiplicidade de configurações. Está aumentando a evidência de experimentos que apontam que, por causa de seus limites geométricos auto impostos, o Modernismo e suas variações simplesmente não podem chegar a essa resposta positiva.</div><div> Nós já apontamos para a necessidade biológica inata dos seres humanos de criar e apreciar ornamentos, o que é observado em todas as sociedades. De fato, a riqueza cultural da civilização humana, em toda a sua miríade de expressões pelo mundo, deriva do ornamento – sua “iluminação” um dos aspectos mais profundos da vida ordinária. Uma sociedade saudável deve afirmar e permitir tal abordagem, e continuar a desenvolver ferramentas que a tornem viável. Isso é um desafio econômico tanto quanto um social e ambiental.</div><div> Ironicamente, porém, Loos estava certo em um sentido contrário do que ele pretendia: um crime foi cometido, um que infligiu “um dano sério na saúde das pessoas, em seu orçamento e na evolução cultural”. A isso nós podemos ainda incluir o dano aos ecossistemas do planeta e na vida das cidades ao redor do mundo. O crime foi a adoção de uma falácia formalista – fundamentalismo da forma – que é simplesmente incompatível com um futuro sustentável.</div><div>______________________________________________________________________________________________</div><div>Michael Mehaffy é um consultor de design e desenvolvimento de Portland, Oregon que recentemente foi um professor visitante na Universidade de Strathclyde em Glasgow. Nikos A. Salingaros é um professor de matemática na Universidade de Texas – San Antonio, e um autor com muitas publicações sobre arquitetura e urbanismo.</div><div>VERSÃO EM INGLÊS: https://permaculturenews.org/2013/11/22/vision-architecture-sum-parts/</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Como Ler a Paisagem.
Permaculture Apprentice</title><description><![CDATA[TRADUÇÃO: PEDRO SOUZAREVISÃO: TOMAZ LOTUFOVamos ser honestos: criar animais e cultivar plantas é difícil; é uma dos caminhos mais difíceis que alguém pode trilhar. É difícil fisicamente e mentalmente, há um grande grau de incerteza, e se isso não é o suficiente, os outros estão constantemente julgando e questionando a sua escolha de vida. Então, como você pode ser um bom agricultor com essas pressões vindas de todas as direções sem enlouquecer e “jogar a toalha” eventualmente? Bom, ao contrário<img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_7e794a69aec5476d99b7c7d0b31d8101%7Emv2.jpg/v1/fill/w_606%2Ch_534/1c0ae5_7e794a69aec5476d99b7c7d0b31d8101%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>TEXTO ORIGINAL: How to Read the Lanscape - William Horvath</dc:creator><link>https://www.semmuros.com/single-post/2017/09/05/Como-Ler-a-Paisagem-Permaculture-Apprentice-Aprendiz-de-Permacultura</link><guid>https://www.semmuros.com/single-post/2017/09/05/Como-Ler-a-Paisagem-Permaculture-Apprentice-Aprendiz-de-Permacultura</guid><pubDate>Tue, 05 Sep 2017 11:20:14 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>TRADUÇÃO: PEDRO SOUZA</div><div>REVISÃO: TOMAZ LOTUFO</div><div>Vamos ser honestos: criar animais e cultivar plantas é difícil; é uma dos caminhos mais difíceis que alguém pode trilhar. É difícil fisicamente e mentalmente, há um grande grau de incerteza, e se isso não é o suficiente, os outros estão constantemente julgando e questionando a sua escolha de vida.</div><div> Então, como você pode ser um bom agricultor com essas pressões vindas de todas as direções sem enlouquecer e “jogar a toalha” eventualmente? Bom, ao contrário da agricultura tradicional, a permacultura te dá a vantagem de trabalhar de forma coerente com o meio.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_7e794a69aec5476d99b7c7d0b31d8101~mv2.jpg"/><div>Na agricultura convencional, a natureza é tratada como um escravo. Fazendeiros convencionais tendem a impor o que eles querem ver na paisagem sem primeiro consultar o ambiente natural. Há uma certa quantidade que a natureza pode produzir sem reclamar. Isso é muito desrespeitoso, mas é assim que tem sido por centenas de anos, e não é surpreendente que a natureza dificulte as suas vidas.</div><div> Eu não estou aqui para dizer que ser um permacultor é a opção fácil, mas essa posição pode ser muito menos exigente em vários aspectos... você sabe por que? Porque um dos princípios mais importantes da permacultura é trabalhar com a natureza ao invés de se opor a ela. Isso significa jogar de acordo com as regras da natureza, aproveitando o poder dos sistemas naturais e direcionando eles ao invés de tentar fazer a natureza se curvar artificialmente de acordo com os seus desejos.</div><div> Mas para entender quais são as regras do jogo, você precisa, como diz Sepp Holzer, “ler do livro da natureza”. Essencialmente, você precisa aprender a interpretar a paisagem. Quando você conseguir decifrar os padrões da natureza, poderá utilizar essa informação para desenhar sistemas que replicam os princípios da natureza e os seus ecossistemas locais.</div><div> Esses sistemas são muito mais fáceis de manter e muito mais produtivos por hectare do que os desertos de monocultura tóxicos e ineficientes desprovidos de vida e diversidade. A conclusão é que você economizará tempo e trabalho desnecessário, e dará um bom exemplo ao seu vizinho, que pode ser um produtor rural tradicional. Bom, vamos ver como ler do livro da natureza.</div><div>A BELEZA DO TERRENO (PAISAGEM)</div><div> Se você for ao ar livre e olhar a sua volta, tudo o que você vê, todas as características de uma área de terra, esse é o terreno, ou melhor, a paisagem. Isso inclui os elementos físicos como montanhas e colinas, corpos aquáticos como rios, lagos, lagoas e o mar, elementos vivos que cobrem a terra, vegetação e a vida selvagem (incluindo humanos), além de elementos afetados pelo clima e as estações como a iluminação e as condições climáticas.</div><div> Apesar de os humanos serem uma espécie-chave neste planeta que têm deixado uma marca permanente nele a mais de 10,000 anos, eu não irei focar muito em elementos feitos pelo homem (construções e estruturas). Ao invés disso, nós vamos olhar para a própria natureza e para alguns aspectos de diferentes formas de usar a terra. Se a natureza selvagem tivesse sido deixada sozinha, praticamente toda a terra seria ocupada por florestas, bosques e savanas, mas nós estamos fazendo todo o esforço possível para impedir as suas tentativas de dominar o mundo.</div><div> De acordo com Robert G. Bailey e o seu livro Ecosystem Geography: from Ecoregions to Sites (Geografia de Ecossistemas; de Eco-Regiões para Locais), o terreno e os seus ecossistemas são formados por uma interação entre o clima (padrões climáticos, água), o relevo (rochas e a forma do terreno), o solo e os elementos vivos (vegetação e vida selvagem). Todo terreno é um sistema completo composto por esses elementos, ou partes deles, e nós vamos analisá-los um por um.</div><div> Todos nós já ouvimos que a chave da permacultura é a boa observação, e idealmente, você não deve fazer nada além disso por cerca de um ano. Ao invés disso, você deve meramente se familiarizar com as quatro estações, a sua transição, e entender o clima local e os padrões ambientais. Apesar disso, ao entender a paisagem, é também importante que você esteja engajado ativamente e andando pelo local, conduzindo análises, observado como é o solo, quais são as plantas crescendo no local em que você deseja trabalhar e nas áreas selvagens, e por aí vai...</div><div> Com isso em mente, vamos ao que interessa....</div><div>PADRÕES CLIMÁTICOS</div><div> O componente primário da paisagem e o mais fácil de analisar, é o tempo e os seus padrões. O tempo, um dos tópicos comentados de forma mais superficial, é definido como o estado presente da atmosfera – o grau de calor ou frio, secura ou humidade, calmaria ou tempestade, nebulosidade ou claridade. Já o clima, este é definido pelas condições atmosféricas que prevalecem em uma área de forma geral ou ao longo de um período de tempo significativo, (geralmente ao longo de um intervalo de 30 anos), mas aqui, o nosso foco será apenas no tempo.</div><div> O tempo é movido pela diferença de pressão atmosférica, temperatura e humidade entre um local e outro. Essas diferenças ocorrem devido ao sol, ou mais precisamente, o ângulo do sol em relação a um ponto particular, que varia de acordo com a latitude em relação ao equador. Pode parecer surpreendente, mas é por isso que nós temos ventos, tempestades, neve e uma grande diversidade de padrões que tornam o mundo um local tão variado. Se a terra fosse plana, nenhuma dessas dinâmicas seria possível.</div><div>-Analise a exposição ao sol de um local ao longo de cada estação</div><div> O nosso sol é a razão pela qual temos o clima, tempo, o ciclo da água e a vida de forma geral. Devido a isso, o sol é muito importante na análise do terreno e seus padrões de tempo. O primeiro passo para ler o terreno é observar a exposição solar que locais recebem ao longo de cada estação. Isso significa observar quantas horas de sol cada pedaço do terreno recebem ao longo do ano e seguir o caminho dos raios solares por estes lugares.</div><div>-Observe os tipos e direções de vento que dominam em cada estação</div><div> Depois disso, você deve estar ciente dos tipos e direções de vento dominantes em cada estação. Geralmente, o tempo ruim vem da mesma direção, e é precedido pelo vento. Aqui onde eu moro por exemplo, no sudeste europeu, os ventos que trazem a chuva geralmente vem do noroeste. Da mesma forma, os ventos frios do inverno também se repetem. Ao entender esses padrões do vento, você será capaz de prever o que vai acontecer com dias de antecedência.</div><div>-Observe como a precipitação é distribuída ao longo do ano</div><div> Finalmente, a precipitação (Chuva, neve, orvalho), e a falta dela, é outro padrão importante do qual você deve estar ciente. Observe como a precipitação é distribuída ao longo do ano, o que geralmente é medido em milímetros/polegadas. Você deve prestar atenção especial a ocorrências de eventos extremos como chuva pesada, tempestades de raios e secas. Esses são eventos que contribuem de forma significativa para a formação do terreno.</div><div>RELEVO</div><div> No nível do solo, é o formato do terreno que afeta o microclima e os padrões da água, drenagem, solo e acesso.</div><div> A forma mais fácil de ter uma ideia das características do relevo de uma área é arranjar um mapa topográfico. Isso te dará uma vista de cima do relevo, e ao olhar para as linhas de contorno, você entenderá melhor as diferentes elevações e como elas mudam. A partir dessas linhas de contorno, você pode analisar o relevo ao reconhecer seis de suas características principais: declives, colinas, selas, cumes, vales e depressões. Já existem muitos bons recursos ensinado a ler mapas topográficos, então eu não vou me aprofundar neste tema aqui.</div><div>- Analise o terreno e a sua forma – ele é composto principalmente por planícies, ou planícies e montanhas ou colinas gentis..?</div><div> Com um bom mapa topográfico em suas mãos, a primeira coisa que você irá observar é a forma do terreno – ele é plano, há colinas, vales e depressões? Formas de relevo, com exceção das planas, são divididas em vales e cumes, onde os cumes representam os pontos mais altos do terreno e os vales são as áreas entre os cumes. Então olhe para o terreno e para a sua forma, ele é composto principalmente por planícies, ou planícies e montanhas ou colinas gentis..?(suaves)</div><div>-Descubra a elevação geral do terreno</div><div> A seguir, observe a elevação geral do terreno. A elevação é um fator microclimático importante – para cada cem metros de elevação, e temperatura cai em um grau Célsius. Se o terreno que você está observando se estende ao longo de uma área com diferenças de centenas de metros de altitude, ele terá diferentes zonas de temperatura. Uma maneira de observar essa diferença de temperatura é comparar o ciclo anual de uma espécie de planta crescendo em diferentes altitudes. Você verá que quanto maior a altitude, mais tarde chega a primavera para as plantas.</div><div>-Observe as mudanças de elevação; a curvatura do terreno</div><div> Depois disso, observe como essa elevação muda, a curvatura do terreno – os declives são inclinados ou suaves? A inclinação dos declives é um fator crítico ao determinar o seu propósito final. Um declive com uma inclinação de 18% por exemplo, é bom para florestas. Declives com uma inclinação entre 10% e 18% devem ter uma cobertura perene, e não devem ser cultivados anualmente, embora você possa usar swales e agricultura anual sem um risco significativo de erosão em qualquer local com uma inclinação menor do que 10%.</div><div>-Note os declives e como eles estão orientados em relação ao sol</div><div> Finalmente, note os aspectos dos declives, e como eles estão orientados em relação ao sol. Eles estão direcionados ao norte, sul, leste ou oeste? Isso influência as condições do local devido a quantidade de sol direto que ele recebe. Declives que estão na direção do sol recebem maior quantidade de sol; se eles estão em direção ao leste, a maior temperatura será atingida durante a manhã. Se eles estão em direção ao oeste, a maior temperatura será atingida de tarde. Um declive na direção mais sombreada recebe pouca radiação solar.</div><div>ROCHAS</div><div> Rochas são a coluna do terreno. Se você realmente quer entender o terreno, você deve entender os tipos de rochas que o compõe. Ao entender as rochas, você entenderá melhor o aquífero subterrâneo, a geologia geral e as características do solo. A natureza da rocha tem um efeito significativo na natureza do solo, que por sua vez, afeta a vegetação. De certa forma, a vegetação que você vê é uma expressão das rochas que estão por baixo.</div><div> A forma primária, o contorno do terreno, é consequência das forças tectônicas da Terra. A origem dessas forças, a energia que as alimenta, vem das profundezas, do centro derretido do nosso planeta. Todas as montanhas e áreas de terra plana que você vê hoje são, de alguma forma, o resultado direto dessas forças tectônicas que têm dado forma à Terra constantemente ao longo de milhões de anos.</div><div> Esses processos geológicos nos trazem rochas, a matéria original que formou o terreno. Apesar disso, devido ao processo de erosão, nós chegamos a um ponto em que, em alguns lugares, mal conseguimos ver as rochas, que estão cobertas por solo. Há três tipos de rochas (ígnea, sedimentária e metamórfica), que são constantemente criadas, erodidas e recicladas no interminável ciclo das rochas.</div><div>-Procure por afloramentos rochosos e observe o tipo da rocha matriz.</div><div> Apesar de ser um geólogo, eu não quero dar aqui uma aula de geologia. Tudo que você precisa saber, é que de uma perspectiva prática, as rochas têm uma influência enorme no terreno. O que você pode fazer como um amador, é procurar por afloramentos rochosos e observar o tipo de rocha matriz presente.</div><div> Ao analisar esse material matriz e o tipo de rocha de que ele é composto, você entenderá melhor o terreno a sua volta e sob os seus pés. Como eu disse, as rochas têm uma influência enorme no terreno, e isso se manifesta de três formas principais.</div><div> Rochas mais duras formam colinas, e rochas menos duras formam vales, o que é uma consequência direta das forças geológicas e do desgaste. Nós encontramos rochas menos duras ao longo de linhas de fratura onde elas ruíram e foram transportadas pela água, formando um vale. Pedras mais duras, em contraste, tendem a se desgastar e erodir mais lentamente, formando colinas. Isso de forma geral.</div><div> Algumas rochas seguram a água e outras não. Um terreno de rochas impermeáveis terá escorrimento e fluxos de água na superfície, enquanto um terreno de rochas permeáveis geralmente é seco com a presença de buracos e sumidouros. O calcário, por exemplo, é uma rocha muito porosa, que pode armazenar uma quantia considerável de água. Se a rocha matriz do seu terreno é composta de calcário, há uma grande chance de que existem nele vários aquíferos subterrâneos que você não conhece.</div><div> Enquanto algumas rochas criam um solo rico em nutrientes, outras criam um solo com poucos nutrientes. Rochas vulcânicas, por exemplo, geram um solo extremamente rico quando geradas por uma atividade vulcânica “recente”. Já rochas antigas, tendem a gerar solos mais pobres.</div><div>-Analise a aparência geral das rochas do terreno</div><div> Rochas podem nos contar histórias de milhões de anos, mas a não ser que você saiba interpretá-las, uma rocha é uma rocha. Mesmo um geólogo treinado pode se sentir relativamente perdido ao chegar a uma área nova, enquanto para a maior parte das pessoas, um período de milhões de anos é longo demais para ser entendido. É o desgaste das rochas, porém, que pode te contar histórias de eventos mais “recentes”, como a de um rio erodindo uma ravina, chuva arredondando picos de calcário ou condições desérticas criando uma paisagem de aparência irregular.</div><div>ÁGUA</div><div> O próximo componente significativo do terreno, a água, é sem dúvida uma das forças principais que formam o terreno. A água é um movimento continuo, tanto acima quanto abaixo da superfície da Terra, no que nós chamamos de ciclo da água. Aqui, para simplificar, nós vamos nos focar na água que escorre pela superfície e nos lençóis freáticos.</div><div>-Descubra em que parte da bacia hidrográfica você está localizado</div><div> O primeiro passo para entender o movimento da água no terreno é alargar a sua visão e olhar para a bacia hidrográfica. Todo pedaço de terra pertence à alguma bacia hidrográfica, que é definida como uma área de terra por onde a água da chuva e da neve escorre das barreiras geográficas mais altas como colinas, ladeiras e barrancos até um ponto baixo específico, geralmente um corpo de água afluente que leva a um rio ou lago maior.</div><div> A maneira que o seu terreno será afetado por essa parte do ciclo da água depende da parte da bacia hidrográfica em que ele está localizado. Nas áreas mais altas, você terá um fluxo baixo de água, enquanto nas áreas mais baixas o fluxo é significativamente maior. Então, pense onde o seu terreno se encaixa na bacia hidrográfica, use mapas topográficos para achar as linhas de divisão da água como, por exemplo, os cumes principais do terreno. Assim, você encontrará os limites da bacia hidrográfica.</div><div> Com essa imagem da bacia hidrográfica em mente, vamos passar para as manifestações específicas da água no terreno, lençóis freáticos e a água que corre pela superfície. Quando chove, gotas de água caem sobre o solo. As plantas que estão no solo sugam a água alegremente até que a sua necessidade de água seja satisfeita, e o excesso de água infiltra o solo e chega ao nível freático.</div><div>-Obtenha uma ideia geral do nível freático</div><div> Abaixo do nível freático, todas as aberturas nas rochas estão cheias de água. Acima dele, há uma área que fica periodicamente saturada ou encharcada dependendo do nível de precipitação. Uma vez que a água tenha chegado ao nível freático, ela é levada através do aquífero para riachos, fontes, poços ou outros corpos de água.</div><div> A maneira em que os lençóis freáticos se movimentam por baixo da terra depende da propriedade das rochas, já que rochas diferentes tem níveis de permeabilidade diferentes. Em relevos cársticos (relevo geológico caracterizado pele dissolução química das rochas) por exemplo, é possível que hajam rios subterrâneos, enquanto em terrenos com rochas menos permeáveis como granito, haverá água apenas em fraturas e rachaduras nas rochas. Apesar de ser difícil de identificar onde e em que profundidade está a água subterrânea sem cavar um poço, nós podemos procurar por ocorrências de água na superfície.</div><div>-Procure por fontes e por locais por onde a água subterrânea vaza na superfície</div><div> Procure por fontes e vazamentos de água subterrânea no terreno, que estarão presentes onde a água subterrânea de um aquífero local encontra a superfície. Essencialmente, tanto os vazamentos quanto as nascentes são fontes, mas os vazamentos têm um fluxo menor de água. Independente disso, os lençóis freáticos se movem naturalmente através da rocha porosa e por buracos e pontos fracos da rocha matriz, chegando assim até a superfície. Ao encontrar os pontos onde esse encontro ocorre, você entenderá melhor a água subterrânea do seu terreno.</div><div>-Procure por outras fontes naturais de água como lagoas e lagos</div><div> Procurar por outras fontes naturais de água como lagos e lagoas também pode te revelar algo sobre o terreno. Mas que a verdade seja dita, pode ser difícil de distinguir uma lagoa artificial de uma completamente natural. Talvez essa lagoa ou lago esteja em uma parte tão baixa do terreno que o que você está vendo está integrado a água subterrânea. Lagoas e lagos naturais são relativamente raros. Se há uma lagoa no seu terreno, há uma alta chance de que ela seja feita pelo homem e preenchida pela água que escorre pela superfície ou pela água de um poço.</div><div>-Procure por pequenos riachos, córregos e rios</div><div> Uma vez que a chuva tenha excedido a capacidade de absorção do solo (quando o solo e as plantas já têm água suficiente e o excesso se infiltrou no solo e se juntou ao lençol freático), surge o escorrimento superficial. Esse escorrimento pode tomar a forma de pequenos riachos, córregos, rios, etc. Esse processo depende da localização do terreno em relação a bacia hidrográfica. Como mencionado anteriormente, você pode ter um córrego ou rio, ou mesmo nada se você estiver no topo da montanha.</div><div>-Analise o padrão geral de drenagem da água</div><div> A não ser que você esteja em uma planície aluvial em uma área totalmente plana, pequenos riachos e córregos provavelmente escorrem pelo terreno. Se esse é o caso, observe os seus padrões. Eles são perenes ou sazonais? Qual é o padrão geral de drenagem da água, e como a água escorre pelo terreno? Observe onde ela estagna, flui lentamente ou causa erosão, onde estão as áreas secas, as pantanosas e as que tendem a se alagar.</div><div>SOLO</div><div> A maior parte das plantas obtêm os seus nutrientes do solo. Essas plantas então se tornam a principal fonte de alimento para vários animais. Sendo assim, a maior parte dos organismos vivos terrestres dependem do solo para a sua existência. O solo é a camada fina de material que cobre a superfície da terra, e é formado pelo desgaste das rochas. Esse desgaste pode ser físico (abrasão, geada, mudanças de temperatura), químico (mudanças na composição química) ou biológico (causado por seres vivos).</div><div> O material desgastado é então acumulado, formado e transportado para outro local pela ação da água, vento e da gravidade e acumulado longe de onde se formou. Esse processo de formação do solo pode ser extremamente devagar, podendo levar dezenas de milhares de anos. A medida que o solo se desenvolve ao longo do tempo, ele forma camadas (ou horizontes). O conjunto dos horizontes é chamado de perfil do solo (mais sobre isso à frente).</div><div> O solo é composto primariamente por partículas minerais, mas também por materiais orgânicos, água, ar e organismos vivos – todos os componentes interagindo lentamente, mas constantemente. Surpreendentemente, um solo bom e saudável tem cerca de 25% de ar em sua composição.</div><div> O tipo e quantidade do solo dependem de vários fatores como o tipo da rocha matriz, a presença ou ausência de organismos vivos, o tipo de clima e formato do terreno. Interações entre todos esses fatores ao longo de um período de tempo produzem uma variedade infinita de solos. Então, para entender as características do solo, você precisa sujar as suas mãos.</div><div>-Cave poços e examine o perfil do solo</div><div> A maneira mais fácil de avaliar o seu solo é cavando poços ao longo do terreno, então eu te encorajo a pegar a sua pá e picareta e começar a cavar. A medida em que você começar a cavar profundamente, verá que o solo é composto de camadas ou horizontes que compõe o perfil do solo. Você deve primeiramente analisar o perfil do solo.</div><div> Cada perfil conta uma história sobre a vida do solo, e apesar de alguns solos terem horizontes fáceis de distinguir enquanto em outros solos a distinção é difícil, quase todos os perfis podem ser divididos em duas camadas principais: o solo superficial e o subsolo. Então, analise o perfil do solo, descubra quais são os horizontes do solo, em que profundidade está a rocha matriz, se há subsolo, etc.</div><div>-Avalie a consistência e a textura do solo</div><div> Depois, pegue um pouco do solo, aperte-o em suas mãos e sinta como ele é. Ele é solto, duro ou mole? E a sua textura, ela é argilosa, arenosa ou siltosa? A melhor maneira de analisar a textura do solo e de descobrir do que ele é composto é colocá-lo em uma jarra de água, chacoalhar a jarra e deixar os conteúdos se assentarem. As partículas de solo mais pesadas, como as de areia, vão se assentar primeiro. Depois as de silte, e depois de argila. Ao marcar cada nível com um marcador, você pode descobrir a percentagem de areia, silte e argila que compõe o solo, e assim classifica-lo.</div><div>-Determine a porosidade do solo</div><div> Finalmente, enquanto você tem aquele poço cavado, poderá fazer um teste simples de drenagem. Tudo o que você tem que fazer é jogar água no poço que você cavou e observar quanto tempo leva para que a água seja absorvida pelo solo. Isso vai te mostrar a porosidade do solo e a sua capacidade de absorção de água. No meu caso, onde a rocha matriz é calcária, a água desaparece tão rapidamente quanto ela é derramada em alguns lugares. Em outros lugares com um pouco mais de argila, a água demora mais para desaparecer.</div><div>-Leve algumas amostras de solo para serem analisadas em um laboratório</div><div> Quando você acabar de analisar as características físicas do solo, é bom levar pelo menos uma amostra de solo para ser analisada em um laboratório. Há vários tipos diferentes de testes. Você pode, por exemplo, testar a camada superficial para analisar a sua fertilidade, procurar sinais de contaminação, atividade biológica, cadeia alimentar do solo, PH, conteúdo de matéria orgânica, etc. Você também pode fazer alguns testes simples sozinho para analisar características do solo como o seu PH, microbiologia, etc.</div><div>VEGETAÇÃO</div><div> Finalmente, chegamos a vegetação e a vida selvagem, a camada superior de vida. O seu bioma local com a sua vegetação e vida selvagem são primariamente um produto do clima e topografia do local. Com isso eu quero dizer que a temperatura e a humidade são as maiores influências no bioma, e esses dois fatores mais influentes são consequências diretas do seu clima. Esse clima é ainda modificado pela elevação e forma do terreno, que cria diferentes regimes de temperatura e humidade.</div><div> Como nós vimos, a temperatura cai à medida que você sobe uma montanha, mas os padrões de precipitação também mudam. Olhe para o Kilimanjaro por exemplo. Localizada em uma área tropical, a montanha tem geleiras em seu topo – essa região polar da montanha só ocorre por causa da sua elevação.</div><div>-Determine em que bioma você está</div><div> Quando você estiver conduzindo uma análise da vegetação, o bioma local é a primeira coisa da qual você deve estar ciente. Esse bioma pode ser, por exemplo, uma floresta tropical, temperada, taiga, planície, e assim vai. Quando você sabe qual é o bioma em que você está, é possível saber que tipo de vegetação você pode esperar encontrar.</div><div>-Classifique os tipos de cobertura vegetal que você vê</div><div> Quando você estiver inspecionando o seu terreno visualmente, olhe quais são os tipos de cobertura vegetal que você vê (os padrões horizontais gerais de distribuição). Classifique o que você vê em florestas naturais com copas que se tocam, bosques com árvores cujas copas não se tocam, área arbustiva, savana de transição entre uma floresta e uma planície, planície, pasto, etc.</div><div>-Observe quão diversa é a vegetação e de quantas camadas verticais ela é composta</div><div> Depois disso, olhe para as camadas e a diversidade da vegetação, e preste atenção na sua estrutura vertical. Camadas são outro aspecto de um nicho de plantas – diferentes plantas usam estratégias diferentes para sobreviver, e a camada que uma planta habita é uma parte básica do seu nicho, que é a maneira que ela se encaixa no ecossistema. Ao observar isso, olhe para o nível de diversidade da vegetação e veja de quantas camadas ela é composta. Há árvores altas cujas copas formam um dossel, árvores mais baixas e arbustos ocupando o espaço abaixo, cipós que se enroscam ao longo de troncos e galhos?</div><div>-Observe o estado atual de sucessão</div><div> Essas camadas de vegetação representam os nichos das plantas no espaço, mas essa é apenas uma parte da história. A vegetação dos terrenos está constantemente mudando através de um processo conhecido como sucessão, e se uma camada é um nicho no espaço, a sucessão é um nicho no tempo.</div><div> Patrick Whitefield (professor de permacultura britânico) descreve o processo de sucessão da seguinte maneira: se você imaginar um campo que é capinado e abandonado, o solo nu vai primeiramente ser colonizado por plantas pioneiras, incluindo várias anuais e bienais, que espalham suas sementes pelo espaço desocupado. Quando elas ocupam todo o espaço disponível para crescer, elas encontram dificuldades em semear mais plantas e as plantas perenes passam a dominar; esse é o início do estágio herbáceo e perene. Eventualmente, árvores e arbustos começam a emergir, fazendo o local avançar para o próximo estágio e formar um bosque, que eventualmente forma um clímax com árvores que ficarão lá por um bom tempo.</div><div> Ao entender o estágio atual de sucessão (pastagem, matagal, bosque novo, bosque/floresta madura), você pode indiretamente saber mais sobre o histórico do cultivo da sua terra, e estimar como ela foi cultivada anteriormente.</div><div>-Note espécies de plantas que você reconhece</div><div> Finalmente, note plantas no local que você reconhece. Preste atenção especial para plantas que estejam crescendo particularmente bem, porque elas, ou suas parentes, podem ser boas candidatas para a sua futura agrofloresta, ou talvez plantas que possam competir com os seus cultivos. Identificar essas espécies irá te ajudar a obter um entendimento melhor do seu bioma local e do que crescerá com facilidade. Replicar o seu bioma local é o principal fundamento da agricultura restaurativa ensinada por Mark Shepard.</div><div>VIDA SELVAGEM</div><div> Finalmente, vamos falar sobre os seres vivos que habitam o terreno e ajudam a formá-lo. Sejam eles pequenos invertebrados reciclando o solo ou polinizando plantas, herbívoros pastando ou predadores que controlam a vida dos herbívoros, a vegetação que você vê ao seu redor é em grande parte produto da interação entre a vida selvagem e o terreno.</div><div> Quase todos os animais tentarão fugir de nós. Mas alguns animais, os superpredadores, hesitam as vezes em fugir. Ao andar na parte da floresta a qual eu estou acostumado, fico sempre de olho para caso eu encontre uma mãe urso com filhotes, pois ursos não se intimidam facilmente.</div><div> Os encontros que podem ocorrer com esses animais podem ser momentos de deleite ou pânico, mas ver um mamífero selvagem que não está correndo para longe de você é uma experiência rara. Geralmente, eles fazem de tudo para nos evitar. Mas há um aspecto importante a considerar. Há um superpredador ao qual você deve estar atento? Se esse for o caso, isso é algo bom, pois esse geralmente é um sinal de um ecossistema saudável.</div><div>-Descubra se há um superpredador no ecossistema</div><div> Superpredadores estão no topo da cadeia alimentar, e seus únicos inimigos são os seres humanos. Eles são uma parte essencial de um ecossistema saudável porque eles mantêm o número de herbívoros em cheque. Eles fazem isso ao eliminar os animais fracos, lentos e que estão morrendo, e ao fazer isso aumentam a saúde da população desses animais como um todo. Eles também melhoram a saúde do ecossistema ao obrigar outros animais a se mover constantemente para evitar serem comidos. Pequenas plantas são deixadas para os herbívoros menores, há menos erosão e mais mudas crescem e se transformam em árvores. Por isso, superpredadores são importantes.</div><div>-Analise o habitat dos animais, sua diversidade e o tamanho de suas populações</div><div> A segunda coisa a entender é que a diversidade de animais e o tamanho de suas populações é em grande parte determinado pelos padrões de vegetação dos quais nós falamos. Obviamente, você pode esperar encontrar animais diferentes nas copas das árvores e em um campo aberto e desolado. Muitos animais são fortemente dependentes do processo de sucessão, e de uma maneira parecida com as plantas, existem também espécies de animais pioneiros.</div><div>-Procure por sinais de pegadas, excrementos e “casas” de animais</div><div> Como animais selvagens geralmente tentam nos evitar, você não deve depender da observação direta, e terá que procurar por sinais de sua presença. Suas pegadas, excrementos e “casas” podem ser distintivas. Se você está disposto a pesquisar que animais habitam a sua região e quais são os sinais que eles deixam, você conseguirá descobrir que animais habitam o seu terreno e como eles se comportam.</div><div>-Procure por sinais deixados por animais selvagens se alimentando</div><div> Um dos sinais mais comuns e visíveis é aquele deixado pela alimentação. O sinal mais característico de uma população de veados, por exemplo, é a linha que eles deixam ao comer todas as folhas e pequenos galhos que eles conseguem alcançar. Acima da linha a vegetação pode ser densa, mais abaixo dela não há nada além de troncos e galhos sem folhas. Enquanto maior a população local de veados, mais evidente é essa linha.</div><div>JUNTANDO OS ELEMENTOS</div><div> Quando você estiver lendo o terreno, você deve combinar todas as suas descobertas e formular uma imagem mais detalhada do local e de seus diversos microclimas, sistemas de terra (áreas com padrões recorrentes de terreno, rocha matriz, solo e vegetação) e histórico. Tudo que eu descrevi acima deve te ajudar nessa tarefa.</div><div> Embora eu tenha reduzido o terreno aos seus componentes, você não pode simplesmente reduzir a natureza a suas partes e olhar para cada componente de maneira isolada sem levar em consideração como ele influência e é influenciado pelos outros.</div><div> A forma reducionista de pensar que domina o mundo hoje em dia é perigosa, e embora ela tenha ajudado a ciência a progredir, você deve aderir a uma forma holística de pensar e de enxergar como os componentes se combinam para formar o todo na permacultura. Isso é particularmente verdadeiro quando se trata de entender o terreno a nossa volta, no qual todos elementos estão em interação constante com outros elementos.</div><div> Com isso em mente, de maneira resumida, você deve prestar atenção nos seguintes elementos.</div><div>Padrões do tempo: exposição solar, direções e tipos de vento que dominam cada estação e padrões de precipitação.Terreno: sua forma, elevação, ângulo e aspectos.Rochas: tipos, formas e afloramentos.Solo: seu perfil (camadas), textura, drenagem, PH, etc.Vegetação: bioma, tipos de cobertura vegetal, camadas e diversidade, estágio de sucessão, espécies existentes.Vida selvagem: a presença de superpredadores, a diversidade e tamanho da população de animais selvagens, pegadas, excrementos, sinais deixados pela alimentação.</div><div>VERSÃO EM INGLÊS: https://permacultureapprentice.com/how-to-read-the-landscape/</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Aplicando Princípios de Permacultura na Educação</title><description><![CDATA[TRADUÇÃO: PEDRO SOUZAREVISÃO: TOMAZ LOTUFOVocê é um educador? Você ajuda pessoas de qualquer idade a aprender? Você quer aperfeiçoar o seu ensino? Evelyn Marsh descreve como a aplicação de princípios de permacultura pode formar um educador mais criativo e eficaz. Ensinar e aprender são duas atividades humanas básicas que têm ocorrido desde que o primeiro fazedor de ferramentas ensinou outros a quebrar coisas com uma pedra. O compartilhamento de conhecimento é sustentável e essencial para a<img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_1f7918bbd16e4effbf7d737ae1bac32d%7Emv2.png/v1/fill/w_606%2Ch_424/1c0ae5_1f7918bbd16e4effbf7d737ae1bac32d%7Emv2.png"/>]]></description><dc:creator>TEXTO ORIGINAL: Using Permaculture Principles to become a better teacher - Evelyn Marsh</dc:creator><link>https://www.semmuros.com/single-post/2017/08/20/Aplicando-Princ%C3%ADpios-de-Permacultura-na-Educa%C3%A7%C3%A3o</link><guid>https://www.semmuros.com/single-post/2017/08/20/Aplicando-Princ%C3%ADpios-de-Permacultura-na-Educa%C3%A7%C3%A3o</guid><pubDate>Sun, 20 Aug 2017 19:17:15 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>TRADUÇÃO: PEDRO SOUZA</div><div>REVISÃO: TOMAZ LOTUFO</div><div>Você é um educador? Você ajuda pessoas de qualquer idade a aprender? Você quer aperfeiçoar o seu ensino? Evelyn Marsh descreve como a aplicação de princípios de permacultura pode formar um educador mais criativo e eficaz.</div><div> Ensinar e aprender são duas atividades humanas básicas que têm ocorrido desde que o primeiro fazedor de ferramentas ensinou outros a quebrar coisas com uma pedra. O compartilhamento de conhecimento é sustentável e essencial para a manutenção de qualquer cultura. Não é necessário um reconhecimento institucional para tornar o ensino real ou relevante. Em nossos esforços para estabelecer a permacultura como um ensino reconhecido, nós corremos o risco de impor formatos e procedimentos que se relacionam a procedimentos institucionais ao invés do mundo real.</div><div> A permacultura é algo que procura pela melhor maneira de fazer as coisas a partir da sua situação. Ao ensinar, ou melhor, ao ajudar os outros a aprender – o que as vezes é outra coisa – o uso de princípios de permacultura pode oferecer formas eficientes de lidar com o ensino e a aprendizagem.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/1c0ae5_1f7918bbd16e4effbf7d737ae1bac32d~mv2.png"/><div>Aqui vão alguns indicadores:</div><div>Professores precisam ser aprendizes. Todo professor deve sempre aprender algo fora de sua zona de conforto para poder ter empatia pelos que eles estão ensinando.O objetivo de ensinar é tornar o professor redundante. Enquanto mais os aprendizes podem fazer por si mesmos, mais eles aprendem.As pessoas aprendem melhor o que elas ensinam a outros.As pessoas absorvem mais do que elas aprendem quando estão engajadas em algo real e importante para elas.Nunca faça uma pergunta para a qual você já tenha uma resposta.O objetivo do aprendizado não é encontrar as respostas, e sim descobrir novas perguntas.Transforme o aprendizado em um jogo. Jogos ajudam as pessoas a relaxar, participar, pensar, praticar e agir.Ensinar é uma arte – uma arte criativa e performática. A mágica está no planejamento e adaptação da sessão para que cada indivíduo obtenha dela algo de valor.Certificados servem apenas para propósitos administrativos.Ensinar não é o importante, e sim aprender.</div><div>Observe e interaja</div><div> Aprendizes não são uma espécie diferente. Eles sabem muito mais do que seus professores em vários sentidos. Ouça seus estudantes e aja de acordo. Não adivinhe ou pense que você já sabe: deixe eles mostrarem o que eles precisam. Não fale, pergunte. Revise os seus planos de ensino de acordo. O tempo gasto socializando é um bom tempo de aprendizado. Faça refeições de grupo nas quais cada um deve trazer algo para dividir (as vezes sem aviso prévio).</div><div>Capture e guarde energia</div><div> Procure pessoas que estão com dificuldades e coloque elas como pares de outras que não estejam. Use um pequeno desafio para despertar interesse. Use jogos para encorajar pessoas a praticarem novas habilidades. Descubra o que as pessoas sabem fazer e procure formas de utilizar essas habilidades. Coloque os mais agitados para fazer trabalho físico. Procure voluntários para fazer tarefas de limpeza e arrumação. Não se exceda. Seja honesto. Não tente fingir que você sabe coisas das quais você não tem certeza. Direcione pessoas para lugares onde elas podem encontrar respostas melhores. Meça seu ritmo.</div><div>Obtenha uma colheita (rendimento)</div><div> Sempre saiba qual é o seu objetivo. Ajude as pessoas a definir objetivos realistas e encontre maneiras de ajuda-las a reconhecer e celebrar as suas conquistas. Se certifique de que todos tenham algo para celebrar. Tente criar algo útil, com um público e situações reais. Faça música. Voluntarie o trabalho do grupo. Distribua o seu excedente.</div><div>Aplique auto-regulação e aceite feedback</div><div> Providencie oportunidades para as pessoas refletirem sobre o seu aprendizado e sobre como elas podem aplicá-lo. Comece a sessão perguntando o que elas se lembram da última vez. Pergunte se as pessoas têm ideias de como tornar as coisas melhores. Do que as pessoas gostaram e não gostaram? Que questões foram levantadas? Desenvolva a sua capacidade de escutar.</div><div>Use e valorize recursos e serviços renováveis</div><div> Não compre ou alugue serviços e coisas que você pode pegar emprestado. Faça com que as pessoas tragam coisas com elas. Use materiais de segunda mão ao invés de usar apenas coisas novas e brilhantes. Visite bazares que vendem coisas usadas e lojas que tenham objetos de segunda mão. Crie seus próprios recursos – ou melhor ainda, faça-os com a ajuda de seus aprendizes. Ajude os aprendizes a organizar e ensinar algumas sessões de aprendizado.</div><div>Não gere desperdício</div><div> No ensino, a maior parte do desperdício é o desperdício de tempo. Evite que haja pessoas esperando por você, pela sua próxima instrução, pelo próximo slide de Powerpoint, pelo resto do grupo. Dê as pessoas material escrito sobre o assunto que está sendo ensinado para que elas não gastem tempo e papel com anotações – a menos que elas queiram. Reduza as suas interferências o máximo que conseguir e deixe as pessoas se focarem em seu aprendizado. Use situações reais, não situações inventadas baseadas na realidade (como a maioria dos exemplos em livros de ensino e questões de provas). Ao invés disso, pergunte para as pessoas quais são os seus problemas e use esses problemas. Ou compartilhe alguns de seus próprios problemas. Um jogo conta como uma situação real. Não desperdice uma sessão fazendo coisas que as pessoas poderiam estar fazendo em casa. Dê lição de casa. Use os dois lados das folhas.</div><div>Desenhe do padrão para os detalhes</div><div> Dê ferramentas para as pessoas e ensine elas a usá-las ao invés de fornecer informações específicas (que muitas vezes nem são relevantes para elas). O importante não é o quanto você consegue fazer caber em uma sessão, e sim o quanto as pessoas absorvem.</div><div>Integre ao invés de segregar</div><div> Se certifique de que o que você ensina é relevante. Não acredite que o que você tem a ensinar ou que o seu método de ensino é o correto apenas porque é assim que você aprendeu. Olhe para as coisas de forma mais ampla ao invés de fazer as pessoas se perderem em exemplos. Use talentos individuais para contribuir ao grupo ao invés de gerar fricção. Se certifique de que todo mundo pode te ouvir e enxergar quando você está ensinando. Grave sessões para o caso de alguém perdê-las.</div><div>Use soluções pequenas e lentas</div><div> Não apresse as pessoas na busca por “respostas”. Evite que hajam respostas “corretas” a princípio – procure por perguntas e exemplos abertos. Use jogos para facilitar a aplicação de novas habilidades. Dê para as pessoas espaço para que elas possam pensar por si próprias. Pare de falar.</div><div>Use o valor e a diversidade</div><div> Como foi dito acima: o grupo sabe mais do que você, eles apenas não sabem disso ainda. Acredite que as pessoas do grupo possam fazer coisas maiores e melhores do que você jamais fará. Valorize cada pessoa e ajude-as a descobrir seus talentos. Ninguém é ordinário. Abra espaço para que elas brilhem. Deixe-as vencer.</div><div>Use as margens e valorize o marginal</div><div> Ouça as perguntas estranhas e veja para onde elas podem te levar. Tente formas diferentes (inesperadas, não-convencionais) de passar a mensagem. Esteja pronto para mudar. Seja o exemplo. Explore as “margens” do grupo – seus interesses e aprendizado anterior. Onde o grupo interage com outros? Como ele pode passar a mensagem? Desenvolva redes.</div><div>Use as mudanças e reaja a elas de forma criativa</div><div> A prova de que o aprendizado está ocorrendo reside nas mudanças que ele produz. Memórias, experiências, habilidades e um conhecimento novo mudam as pessoas. Ajude elas a se preparar para ver as coisas de forma diferente e perceber as suas próprias mudanças. Apoie elas nesse processo assustador.</div><div>UM AVISO</div><div> As coisas mais difíceis para um educador são: Pergunte, não diga. Meça o seu ritmo. Não se ofenda. Ajude os aprendizes a preparar e ensinar algumas das sessões. Ninguém é ordinário. Reduza a sua interferência ao mínimo. Pare de falar. E lembre-se: Certificados servem apenas para propósitos administrativos.</div><div>VERSÃO EM INGLÊS: https://www.permaculture.co.uk/articles/using-permaculture-principles-become-better-teacher</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>David Holmgren e Bill Mollison, criadores da Permacultura recebem título de Doutor pela QUniversity</title><description><![CDATA[Bill Mollison e David Holmgren receberam o título de Doutores em Ciência na universidade australiana QUniversity , que tem o curso de Permacultura na sua graduação. David fez um belo discurso de agradecimento apresentando uma instigante visão da história da Permacultura. Além desta boa notícia, tem outra: O jornalista e permacultor Pedro Souza traduziu o discurso para português tornando acessível esta importante informação. Pedro, agradecemos muito esta iniciativa.]]></description><link>https://www.semmuros.com/single-post/2017/08/14/David-Holmgren-e-Bill-Mollison-criadores-da-Permacultura-recebem-t%C3%ADtulo-de-Doutor-pela-QUniversity</link><guid>https://www.semmuros.com/single-post/2017/08/14/David-Holmgren-e-Bill-Mollison-criadores-da-Permacultura-recebem-t%C3%ADtulo-de-Doutor-pela-QUniversity</guid><pubDate>Mon, 14 Aug 2017 10:37:32 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div/>]]></content:encoded></item></channel></rss>