MANHÃ CINZENTA
Olney São Paulo
Rio de Janeiro, 1968, 35mm, pb, 18’
Um casal de estudante segue para uma passeata onde o rapaz, um militante, lidera um comício. Eles são presos durante a manifestação, torturados na prisão e sofrem um inquérito absurdo dirigido por um robô e um cérebro eletrônico.
O diretor sofreu perseguições políticas em razão de sua definição política, mas também pelo fato de Manhã cinzenta ter sido projetado em um voo sequestrado pela organização MR-8. Em 13 de janeiro de 1972, o Superior Tribunal Militar absolve definitivamente o cineasta das acusações de subversão da ordem relacionadas ao filme.
O filme foi exibido na Itália, no Festival de Pesaro, no Festival Internacional de Cinema de Viña del Mar e na Quinzena de Realizadores do Festival de Cannes, em 1970. Participa também da XIX Semana Internacional de Mannheim, conquistando o prêmio de melhor média-metragem, e é premiado no Festival de Oberhausen, na Alemanha, em 1972.
Os negativos e cópias de Manhã cinzenta foram confiscados em 1969, mas duas cópias do filme ficaram guardadas na Cinemateca do MAM-RJ. Através do edital Marcas da Memória, o filme volta às telas em versão restaurada pela Cinemateca Brasileira.
Não indicado para menores de 16 anos