Com o objetivo de "reformar a corporação", o comandante geral da PM apresentou a proposta ao governador Geraldo Alckmin
09/08/2012
José Francisco Neto,
da Redação
Policiais militares que se envolverem menos nos casos de “resistência seguida de morte” passarão a receber bonificações maiores. Essa é a proposta feita pelo comandante geral da Polícia Militar de São Paulo, Roberval Ferreira França, para reformar a coorporação. A ideia já foi apresentada ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) e ao secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto.
O comandante também sugere que a apreensão de armas e revistas de suspeitos sejam incluídas na chamada “lista de metas”, índice que será feito com base na redução da criminalidade, que resultará, ou não, na bonificação do policial.
Alckmin aprovou a ideia em sua totalidade e autorizou que essas propostas sejam colocadas “100% em prática”.
Letalidade policial
Segundo o Instituto Sou da Paz, na capital paulista, entre abril e junho de 2012, 79 pessoas foram mortas por policiais (militares e civis) em serviço. No mesmo período do ano passado, foram 73 pessoas mortas e em 2010, 71. Desde 2009, as Polícias respondem por um a cada cinco mortes cometidas intencionalmente na cidade de São Paulo.
Ainda de acordo com o Instituto, na cidade, a cada policial militar morto ou ferido, 4,2 pessoas foram mortas ou feridas pela PM. Fora da capital, essa proporção caiu pela metade: a cada PM morto ou ferido, 2,4 pessoas foram mortas ou feridas pela PM.
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Fonte: Instituto Sou da Paz |

Comentários
absurdo
é realmente um absurdo uma proposta dessas. O policial que trabalha nas ruas enfrentando bandidos e expondo sua vida em risco vai ganhar menos que aquele que fica em funções administrativas. Bandidos podem matar policiais como se matam galinhas mas os policiais não podem revidar porque até o salário será menor. Isso é projeto de quem fica em uma sala confortável e nunca foi para a rua enfrentar criminosos.
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