option311

A falta de mulheres, queers, pessoas trans e de diversidade em geral nos meios tecnológicos e mais especificamente no hacking é grave. Para mudar esta situação e necessária uma abordagem crítica em relação à tecnologia e cultura hackers. Para entender os sistemas de opressão devemos analisar o gênero com uma abordagem interseccional. Uma análise interseccional exige a compreensão da diversidade de cultura, condição social, orientação sexual, etnia e outras estruturas de poder que criam várias formas e níveis de desigualdade (nos centros de produção tecnológica, acesso, design, usabilidade e potencial de hacking, etc.) para diferentes pessoas. Acreditamos, também, que, para ter mais feministas e ativistas na linha de frente do uso e desenvolvimento da liberdade e domínio de tecnologias são necessários espaços seguros para incentivar nossos desejos. Untitled-21-1024x277 O FemHack destina-se a isso: despertar o desejo de uma abordagem feminista e pós-colonial à tecnologia, levando em conta as diferenças, a autonomia, a liberdade e a resistência social. Para iniciar o processo de nos libertar das tecnologias patriarcais, vamos precisar empurrar mais um pouco os limites da tecnologia. Além disso, não podemos nos esquecer que todas somos especialistas em relação às tecnologias que usamos em nossas vidas diárias. Como acreditamos que o gênero é uma das mais persuasivas tecnologias sociais criada pela sociedade, apostamos que existem muitas pessoas que têm muito à compartilhar nesse assunto. Junte-se à nós para um evento internacional de mulheres, queer, pessoas trans, ativistas feministas e pós-colonialistas; para aprender, compartilhar e se conectar à técnica, teoria e performances com o objetivo da libertação e autonomia. Vamos unir forças para questionar o sistemas de opressão encontrados no dia-a-dia. Nós, como sociedade civil, continuamos a nos organizar contra diferentes sistemas de opressão, seja: as chamadas medidas de “austeridade” , falência dos sistemas financeiros, a vigilância em massa, a violação do direito à privacidade, ao apetite dos governos e grandes empresas pelo nosso (meta) dado, que tenta controlar nossos corpos, criminalizar nossos direitos sexuais e reprodutivos, entre outros.

Em homenagem à Sabeen

 

Sabeen Mahmud
Sabeen Mahmud era um ativista que lutava pelos direitos humanos paquistaneses. Fundadora e diretora do café Second Floor (T2F) em Karachi. No dia 24 de abril, foi morta por homens armados não identificados quando estava indo para casa depois de um seminário sobre os desaparecimentos de Balochistan.

Sabeen organizou a primeira hackatona no Paquistão: durante um fim de semana completo, nove equipes focadas em encontrar soluções para os problemas cívicos no Paquistão. Sabeen disse uma vez: “Amo e aprecio o fato de que a tecnologia tem o potencial de mudar vidas. Precisamos nos dedicar a desenvolver ferramentas e tecnologias mais acessíveis e para mais pessoas.”

Dedicamos esta primeira hacktona feminista à Sabeen e todas as pessoas que enfrentam diversas dificuldades para lutar contra injustiças e discriminações em todo o mundo.

Participe dia 23 de maio!!

No sábado 23 de maio, organizaremos uma hackatona feminista internacional. As atividades acontecerão o dia todo, iremos passar o bastão por diferentes fusos horários e dedicar nossa hackatona feminista global em memória de Sabeen Mahmud.
Nós compartilharemos as várias atividades que estão sendo organizadas aqui neste site. Usaremos a #femhack para divulgar o que está acontecendo em diferentes plataformas sociais.

Se você quiser participar e propor uma atividade relacionada a gênero e tecnologia, privacidade e segurança digital no recorte de gênero, software ou hardware; envolvendo um grupo / organização / coletivo feminista, nós te convidamos à apresentar uma atividade proposta no formulário abaixo.

Todas as atividades irão aparecer no OpenStreetMap e todas nós vamos nos conectar através de uma lista de discussão.

Estamos construindo tudo isso à partir do zero! Venha com a gente imaginar, criar e desenvolver uma “linha de comando” de empoderamento para resistência feminista e pós-colonial on-line e off-line.

Não podemos fazer isso sozinhas, mas juntas podemos mudar muitas coisas. Este evento não é uma hackatona feminista isolada, é apenas uma das muitas que vamos começar juntas, um enxame de cyborgs e desejos enraizados; viemos da Internet e vamos levar a tecnologia às ruas.
A revolução será feminista ou não será.

 

Proponha uma atividade

*campos obrigatórios

Nome *

Email *

O que quer fazer? *

Quando? Se lembre que estamos promovendo o dia 23 de maio como data oficial=) *

Onde deseja fazer o Femhack? *

Se sua atividade é pública e aberta, cole um link da descrição para que
as pessoas possam participar.

Onde irá acontecer?

Contacto: femhack@riseup.net